Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Um pouco de Liturgia: Liturgia da Palavra

Liturgia

Continuando como nossa série de posts “Um pouco de Liturgia”, hoje falarei sobre a Liturgia da Palavra. Esse é o momento em que se realiza a “catequese”. É o momento em que ouvimos a palavra de Deus expressa no antigo e novo testamento e que nos ajuda a entender a vontade de Deus e o caminho de Jesus. Fazem parte desse momento:

Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Aclamação ao Evangelho
Evangelho
Homilia
Profissão de Fé
Oração Universal

Primeiro nós temos a Primeira Leitura, normalmente um trecho do antigo testamento. Porém, durante a semana, pode ser um trecho das epístolas (cartas) ou do Apocalipse. Além disso, durante o Tempo Pascal a primeira leitura é tirada dos Atos dos Apóstolos. Nesse momento estamos sentados, pois é uma posição confortável que nos permite ouvir com atenção. Após a leitura, o leitor diz “Palavra do Senhor.” e a assembleia responde “Graças a Deus.”

Em seguida, vem o Salmo Responsorial. Normalmente é tirado do livro dos Salmos, porém existem casos em que o salmo recitado na missa é tirado de cânticos presentes em outros livros da Bíblia. Um exemplo disso é um dos salmos responsoriais da Vigília Pascal, tirado do livro do Êxodo: é o cântico entoado pelo povo Hebreu após ser libertado do Egito (Ex 15, 1-21). O salmo é normalmente cantado por um salmista aos domingos (podendo também ser lido) e durante a semana é lido. O salmista canta ou recita o refrão e a assembleia responde. Em seguida, o salmista prossegue com as estrofes, que são intercaladas com o refrão da assembleia. É importante ressaltar que o refrão é DA ASSEMBLEIA. O salmista, lendo ou cantando, somente faz o refrão a primeira vez. Todas as outras vezes é a assembleia que responde, com a ajuda do coro no caso de ser cantado. O Salmo é uma resposta e um fechamento da leitura que acabamos de ouvir.

Depois vem a segunda leitura. Esta somente é feita nos domingos e dias de festas e solenidades da Igreja. Em celebrações feriais não há segunda leitura. Os trechos são retirados das epístolas, dos Atos dos Apóstolos ou do Apocalipse. O tema da Segunda Leitura procura estar em consonância com a primeira para que facilite o entendimento da mensagem por elas transmitido.

Aclamação ao Evangelho: momento de ficar em pé! Todos sabem que é o momento de levantar quando o coro começar a tocar a Aclamação. Mas por que ficamos de pé? Nesse momento, nós queremos aclamar a Palavra de Deus que Jesus nos transmite. É um momento de alegria em que estamos prontos para receber o que Jesus quer de nós e nos comprometemos a por em prática. Ficar em pé significa estar de prontidão para receber a palavra e o ensinamento de Jesus. Eu nunca vi, em nenhuma missa, a aclamação ao Evangelho não ser cantada. Mas esta pode ser rezada também, quando não há coro. No tempo da Quaresma canta-se a aclamação ao Evangelho sem a palavra “Aleluia”. Existem várias aclamações específicas para esse tempo. Aos coros das igrejas: fiquem atentos a isso quando estiverem no tempo da Quaresma! Além disso, é importante que o coro, caso for cantar, procure fazer a estrofe proposta para o dia, pois ela está sempre em consonância com o que será dito no Evangelho.

Depois da aclamação, o padre ou o diácono fazem a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo. Neste momento, nós ouvimos os ensinamentos de Jesus, sendo que Ele está presente na pessoa do sacerdote que está lendo. Nesse momento, é o próprio Jesus falando com cada um de nós. Por isso, esse é um momento importante em que não devemos fazer nada além de ouvir o que está sendo dito. Não se deve nem acompanhar o texto no folheto. É preferível que se ouça somente. Outra coisa curiosa que eu aprendi é que os sinais da cruz que o padre faz nele mesmo na testa, na boca e no peito, são gestos próprios do padre. Acontece que a assembleia acabou copiando o gesto e hoje se faz às vezes sem saber o porquê. Esse gesto do padre serve para ele pedir a benção de Deus à sua cabeça, à sua boca e ao seu coração para que possa compreender, proclamar e acolher dignamente a Palavra de Deus. Não é proibido que a assembleia faça, mas quando você fizer, pense no significado desse gesto e ele se tornará muito mais significativo.

Aqui é importante lembrar que o leitores devem ser preparados para tal. Eles não devem ser escolhidos às pressas meia hora antes da missa. No mínimo, devem ser selecionados de um fim de semana para o outro, para que o leitor tenha tempo de ler o trecho e se preparar. O ideal é que as pessoas interessadas em participar da missa como leitores, façam um curso para aprenderem como devem se portar, como devem ler e qual a melhor maneira de proclamar a Palavra de Deus. Afinal de contas, nós não estamos lendo qualquer coisa e sim estamos passando para outros o que Deus quer nos dizer.

Depois de se completarem todas as leituras, o padre (ou o diácono) realiza a homilia. Nesse momento, o celebrante explica para a assembleia o que foi lido, geralmente trazendo a palavra de Deus para os nossos dias e tirando lições dos trechos. A homilia é obrigatória aos domingos e festas da Igreja. Nos demais dias, é recomendável que se faça, apesar de não ser obrigatório. Na homilia a assembleia permanece sentada, para que possa ouvir com atenção e compreender o que foi dito.

Após a homilia todos se levantam para a Profissão de Fé ou Credo. Nesse momento, nós reafirmamos que cremos em tudo que nos foi ensinado por Jesus e pela Igreja. É o momento em que dizemos estar unidos aos outros fieis com a crença em um só Deus, o Deus revelado por Jesus. Existem dois Credos na Igreja. Um mais curto, que rezamos quase todos os domingos e um mais longo, o Credo Niceno-Constantinopolitano, que às vezes aparece nos folhetos, geralmente quando é dia de alguma solenidade. As duas formas são válidas e contém todas as verdades da fé católica. Nas missas feriais, normalmente se pula o Credo e faz-se somente a Oração Universal.

Em seguida reza-se a Oração dos Fieis ou Oração Universal. Aqui são apresentados a Deus todos os pedidos: pela Igreja, pelos que sofrem, pelo nosso país, pela nossa comunidade e outras intenções. A cada invocação, a assembleia responde “Senhor, escutai a nossa prece.” ou variações dessa resposta.

Depois de ouvir a palavra e os ensinamentos de Jesus, estamos prontos para receber seu corpo e sangue. Porém, a próxima parte ficará para a semana que vem!

 

Por Carolina – Cantinho da Liturgia