Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Neste dia 15/08, o Cantinho da Liturgia completa 1 ano de vida, justamente com nosso primeiro post, sobre a Assunção da Mãe Maria! Esperamos que seja o primeiro de muitos, guardando e trazendo comentários sobre a sagrada Litúrgica da Igreja e, acima de tudo, intensificando nossa fé em Deus. Que Nossa Senhora da Assunção nos proteja sempre! Neste dia 16/08, também comemoramos os 200 anos do nascimento de São João Bosco, patrono dos salesianos!

Nossa Senhora e São João Bosco, rogai por nós!

Queen of Heaven

 

  • Solenidade, Cor Branca , Gl, Cr, Prefácio Próprio
  • Ofício Solene próprio
  • Tempo Comum
  • 1ª Leitura – (Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab)
  • Salmo – 44
  • 2ª Leitura – (1Cor 15,20-27a)
  • Evangelho – (Lc 1,39-56)

 

INTROITO: Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da Virgem Maria: os anjos se alegram pela sua assunção e dão glória ao Filho de Deus.

COMUNHÃO: Todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o poderoso fez em mim grandes coisas.

As missas da Solenidade da Assunção de Maria serão celebradas neste domingo, 16/08, às 7:00, 8:30, 10:30 e 19:00, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Não haverá missa no sábado, 15/08, às 17:00.

No Domingo, a comunidade salesiana celebra os 200 anos do nascimento de São João Bosco. A missa das 10:30 do domingo será transmitida pela Rádio Brasil AM 1270.

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A Igreja fixou a data do dia 15/08 como dia da Solenidade da Assunção de Maria. No Brasil, a data é comemorada no terceiro domingo do mês de agosto, semelhante ao que ocorre com a Solenidade de São Pedro e São Paulo, fixada no dia 29/06, mas comemorada no último domingo do mês de junho.

Esta é uma das grandes solenidades do Tempo Comum. Após as 4 maiores, Santíssima Trindade, Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus e Cristo Rei; temos a Assunção da Virgem, a Solenidade de Pedro e Paulo,  a Solenidade da Natividade de João Batista, a Solenidade de Todos os Santos e a Comemoração dos Fieis Defuntos, como as maiores deste período.

No caso das liturgias da Assunção, Natividade de João Batista e Martírio de Pedro e Paulo, há missas da vigília, para cada uma delas, isto é, uma missa celebrada na véspera da data da solenidade, com leituras e antífonas diferenciadas. Este costume  de celebrar uma liturgia diferenciada para a noite e para o dia, provém da celebração da Vigília Pascal e sua Missa do Dia de Páscoa, bem como da celebração da Noite de Natal e sua Missa do Dia de Natal. Após estas duas maiores do ano, Pentecostes, Assunção, Natividade de Batista e Pedro e Paulo, ganharam suas próprias vigílias. No Brasil, não é costume rezar as missas da vigília, exceto a Vigília Pascal e a Missa da Noite de Natal (diferente da vigília de Natal, missa do Tempo do Advento). Na véspera, já se celebra a liturgia do dia da solenidade. Vale notar que, para o caso da Páscoa e do Natal, suas missas vespertinas são maiores que as próprias missas do dia, dadas sua importância.

Nesta solenidade, utilizam-se os paramentos de cor branca, o Hino de Louvor é cantado solenemente, há duas leituras, o salmo e o Evangelho. Também é rezado o Credo e o Prefácio Eucarístico próprio de hoje.

Assunção de Maria

Primeiramente preciso explicar a diferença entre ascensão e assunção: Jesus ascende ao Céu, ou seja, sobe com seu próprio poder; Maria é assunta ao Céu, ou seja, não sobe com suas forças mas é levada por Jesus. Explicado isso, vamos ao significado da festa.

Desde tempos muito antigos se afirma que Maria, tendo nascido sem a mancha do pecado original e permanecido virgem mesmo dando à luz seu Filho, também foi poupada da corrupção da carne no sepulcro a que todos nós estamos sujeitos. Essa verdade revelada pelo Espírito Santo é afirmada e reafirmada por vários santos e teólogos que buscam argumentos sólidos para demonstrá-la.

São João Damasceno, reconhecido como maior pregoeiro desta solenidade, afirma que “Convinha que aquela que no parto manteve ilibada virgindade, conservasse o corpo incorrupto mesmo depois da morte. Convinha que aquela que trouxe no seio o Criador encarnado, habitasse entre os divinos tabernáculos. Convinha que morasse no tálamo celestial aquela que o Eterno Pai desposara. Convinha que aquela que viu o seu Filho na cruz, com o coração traspassado por uma espada de dor, de que tinha sido imune no parto, contemplasse assentada à direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse o que era do Filho, e que fosse venerada por todas as criaturas como Mãe e Serva do mesmo Deus”.

Da mesma forma, escreveu Santo Antonio que “a nobreza do corpo aumenta e se intensifica em proporção com a maior nobreza da alma, com a qual está unido e pela qual é informado. E é racional, pois a matéria e a forma são proporcionadas uma à outra. Sendo, portanto, que a alma da Virgem foi a mais nobre, depois da do Redentor, é lógico concluir-se que também seu corpo foi o mais nobre, depois do de seu Filho”

Apesar dessa festa ser comemorada desde tempos remotos, a verdade da Assunção de Maria foi proclamada como Dogma de Fé da Igreja Católica somente em 1º de Novembro de 1950, pelo Papa Pio XII, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”

Para as igrejas de rito oriental, celebra-se nesta data a Dormição de Maria, ao invés de sua Assunção. Ambos os conceitos são próximos, mas guardam algumas diferenças. No rito oriental, acredita-se que Maria não precisou esperar até o fim dos tempos para que sua alma se unisse novamente a seu corpo e ressuscitou logo após sua morte, sendo assunta ao Céu de corpo e alma para viver na glória de Deus junto ao seu Filho amado. A Igreja do ocidente ensina que Maria foi assunta ao céu, mas não define se Maria experimentou a morte ou não, isto é, se ela precisou morrer e ressuscitar, como Jesus, para depois ser assunta, ou se migrou para a glória celeste, sem passar pela morte.

Este dogma não está presente nos Evangelhos canônicos ou nas Cartas apostólicas, mas chegou-nos através da patrística, isto é, a tradição escrita e oral dos primeiros sucessores dos apóstolos, e de escritos apócrifos utilizados em comunidades cristãs dos primórdios do cristianismo.

Esse significado profundo que traz a solenidade da Assunção impulsiona a nós, cristãos, a vivermos uma vida dedicada a Deus a exemplo de Maria, com a certeza da ressurreição no fim dos tempos do mesmo modo que a Mãe de Deus teve a recompensa por dedicar sua vida inteiramente à vontade o Pai.

 

Por Carolina e Thiago – Cantinho da Liturgia

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  • Solenidade, Cor Branca , Gl, Cr, Prefácio Próprio
  • Ofício Solene próprio
  • Tempo Comum
  • 1ª Leitura – (Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab)
  • Salmo – 44
  • 2ª Leitura – (1Cor 15,20-27a)
  • Evangelho – (Lc 1,39-56)

1ª Leitura

Leitura do Livro do Apocalipse de São João:

19aAbriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.

3Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6aA mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.

10abOuvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

Salmo

— À vossa direita se encontra a rainha,/ com veste esplendente de ouro de Ofir.

 — As filhas de reis vêm ao vosso encontro,/ e à vossa direita se encontra a rainha/ com veste esplendente de ouro de Ofir.

— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ “Esquecei vosso povo e a casa paterna!/ Que o rei se encante com vossa beleza!/ Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

— Entre cantos de festa e com grande alegria,/ ingressam, então, no palácio real”.

2ª Leitura

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos.

22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.

24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27aCom efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

Evangelho

R: Aleluia, aleluia, aleluia.

V:. Maria é elevada ao céu, alegram-se os coros dos anjos. R.

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia.40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada,49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.