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Sem categoria › 17/03/2016

Simpósio de Missiologia reflete sobre pontificado de Francisco

5o_Simposio-Missiologia-3“Francisco, timoneiro da esperança – para uma missão a serviço do mundo de hoje e amanhã” é o tema do 5º Simpósio de Missiologia, que acontece em Brasília (DF), entre os dias 13 e 17 de março, hoje. Promovido pelo Centro Cultural Missionário (CCM) e a Rede Ecumênica Latino Americana de Missiólogos e Missiólogas (Relami), o evento reúne mais de 50 docentes, teólogos, pesquisadores, representantes de instituições missionárias, agentes de pastoral de todo o Brasil.

Com a celebração dos três anos de pontificado do Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013, os participantes pretendem fazer um balanço das orientações e visões missiológicas para possíveis caminhos de recepção e atuação.

Presente na abertura do Simpósio, o bispo auxiliar de São Luís e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos o Brasil (CNBB), dom Esmeraldo Barreto de Farias, recordou que “olhar o papa Francisco, estudar seus escritos é ver nele uma testemunha do Evangelho, testemunha de Jesus Cristo. A testemunha da fé não é testemunha de si mesmo, mas daquele que chama e envia. O centro não é a pessoa, mas Jesus Cristo”.

Segundo o secretário executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, com a eleição do papa Francisco, a Igreja assiste ao renascimento dos anseios e das perspectivas do Concílio Vaticano II. “Posturas e propostas esquecidas ou até rejeitadas agora são estimuladas e acolhidas com esperança. Para os missiólogos e os organismos missionários, o papa Francisco é o timoneiro de uma Igreja em saída”, complementou.

O assessor do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), padre Paulo Suess, ressaltou que as indicações do pontífice devem ser colocadas em prática. “Estamos felizes com os pronunciamentos e gestos do papa, mas isso não dispensa que nós missiólogos pensemos no problema que isso cria: o papa representa a esperança, mas a instituição que ele representa nem sempre mostra isso. Nós também devemos ter a coragem de fazer cobranças e perceber as ambivalências para fortalecer a caminhada olhando para o futuro”, alertou.

Para Irmã Fátima Kapp da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), “os missiólogos e missiólogas têm a tarefa de olhar para o futuro e ajudar a nossa Igreja a caminhar”. O diretor das Pontifícias Obras Missionárias, padre Camilo Pauletti, considerou, durante a abertura do Simpósio, que “Francisco está retomando o Evangelho e querendo que as ações e atitudes de Jesus sejam de toda a Igreja”.

Programação

O Simpósio conta, em sua programação, com conferências, debates, grupo de estudo, testemunhos missionários, apresentações de iniciativas e publicações.

Na manhã de segunda-feira, a doutora em teologia e coordenadora da pós-graduação do Instituto Teológico São Paulo (Itesp), irmã Inês Costalunga, falou sobre os “Sinais dos tempos e tempo da misericórdia. A visão da realidade e da ação de Deus na história, segundo Francisco: angústias e esperanças do tempo presente”. Na parte da tarde os participantes, organizados em grupos, aprofundaram a temática apresentada pela religiosa a partir de encíclicas sociais dos papas, desde a Rerum Novarum de Leão XIII (1891), e evidenciaram os principais sinais dos tempos hoje na Igreja e na sociedade.

O professor Roberto Marinucci, que é mestre em missiologia e diretor da revista interdisciplinar da Mobilidade Humana, tratou em sua exposição dos “sinais dos tempos e tempo da misericórdia” no contexto das migrações. Segundo o pesquisador, as migrações sustentam a lógica do “choque de civilizações”. “A migração é o bode expiatório e o capital do medo que legitima o estado de exceção permanente”, explicou.

Em outra palestra, o doutor em História da Igreja, professor Sérgio Coutinho, destacou os princípios eclesiológicos para uma Igreja em saída, os desafios encontrados neste processo e as “cristalizações que impedem, de certa maneira, uma eclesiologia de uma Igreja em saída missionária”. Coutinho também abordou a questão da sinodalidade no pontificado de Francisco.

Os palestrantes recordaram discursos, homilias e diversos trechos das encíclicas e da exortação apostólica do papa Francisco em suas exposições.

Por CNBB com Pontifícias Obras Missionárias