Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Cantinho da liturgia › 26/03/2015

Sexta-feira – 5ª Semana da Quaresma

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  • 1ª Leitura – (Jr 20,10-13)
  • Salmo – 17
  • Evangelho – (Jo 10,31-42)

Estamos nos aproximando do final do Tempo da Quaresma, já em sua 5ª Semana. Nos aproximamos do último Domingo da Quaresma, o Domingo de Ramos, o qual também abre a Semana Santa, um denominação popular para o término da Quaresma (Quinta-feira Santa – missa Matutina – Missa do Crisma), para o Tríduo Pascal e para o início do Tempo Pascal.

Durante a 5ª Semana, os Evangelhos, retirados do livro de João, nos exibem momentos de tensão entre Jesus e os mestres da lei, de maneira a nos exibir os diversos riscos que Jesus correu durante seu ministério, anterior à Paixão. Suas palavras desafiavam o entendimento e a autoridade de uma classe considerada detentora e guardiã das leis de Deus, os fariseus.

No Evangelho desta sexta-feira, exatamente uma semana antes da Paixão e Morte de Jesus, João narra um momento de grande tensão entre as autoridades e Jesus, no próprio Templo de Jerusalém, capital espiritual do povo judeu na época do domínio romano.

A narrativa completa (Jo 10,22-42) mostra o questionamento dos doutores da lei, em relação à identidade de Jesus Cristo, se é o Messias ou não. Jesus responde que suas obras evidenciam sua identidade e que, por diversas vezes, eles não creram em sua autoridade, mesmo diante das obras feitas pelo Pai, através de Jesus. Com efeito, o questionamento dos doutores da lei tinha um objetivo único: fazer Jesus tropeçar nas palavras e autoincriminar-se como blasfemo. Jesus, contudo, conhece suas intenções e responde de maneira ainda mais desafiadora, questionando a autoridade deles, através de suas próprias leis. Por fim, a ira dos doutores da lei carimbam o destino de Jesus: a morte na Cruz. Na ocasião, eles não conseguem apedrejar Jesus, mas consumarão sua morte em outro momento.

A primeira leitura mostra o mesmo enfrentamento vivido por Jeremias, na época de suas profecias, pois denunciava que o povo e os governantes se afastavam de Deus. Curiosamente, como Jesus, Jeremias viveu em uma época conturbada, entre o fim do Reino de Israel e adura batalha pela sobrevivência do Reino de Judá, único remanescente da antiga nação. A situação geopolítica da época transformava-se em grande velocidade e antigas potências davam lugar a novas nações imperialistas. O Reino de Judá sofre com a devastação causada pelas guerras e pelas alianças com potências hegemônicas, aos quais os reis de Judá são obrigados a se submeter.

Jeremias ataca muitas destas ações do xadrez político, o afastamento do culto a Deus pelo povo e as injustiças sociais da época. O desfecho deste período de um reino quase moribundo será a aniquilação do estado de Judá, a destruição de Jerusalém e o cativeiro babilônico, o pior momento vivido pelo povo israelita, desde a unificação da nação sob Davi.

Por todo o enfrentamento que Jeremias realizou, ele descreve o que seus adversários teriam feito, a fim de incriminá-lo. Este relato é a 1ª Leitura de hoje e evidencia que a tática da calúnia esteve viva muitos anos antes da vinda de Jesus, mas que se manteve na época em que o próprio Deus visita a terra.

Sabemos o desfecho que Jesus terá, assim como a nação israelita teve nas mãos dos babilônios, durante o cativeiro. Nos Evangelhos anteriores à Paixão, vemos como é construído o percurso de Jesus até o calvário.

Esta liturgia será celebrada nesta sexta, 27/03, às 7:00 e às 19:00, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. A missa das “19:30” tem seu início às 19:00, com a Via Sacra semanal.

Por Thiago – Cantinho da Liturgia

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  • 1ª Leitura – (Jr 20,10-13)
  • Salmo – 17
  • Evangelho – (Jo 10,31-42)

1ª Leitura

10Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o, denunciemo-lo”. Todos os amigos observavam minhas falhas: “Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”.

11Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus.

Salmo

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.

 — Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador!

— Meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo!

— Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; os laços do abismo me amarraram e a própria morte me prendeu em suas redes!

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e elevei o meu clamor para o meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito!

Evangelho

Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”

33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’?

35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus,36por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.

39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele.

 

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