Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Espaço Valdocco 30 – João Bosco, filho de Maria Santíssima e testemunho de santidade para os seus colegas.

Em paralelo com os fatos da fundação da Sociedade da Alegria, em 24 de fevereiro de 1832, Dom Luís Fransoni foi eleito o arcebispo de Turim. Ele tomou posse no dia 1º de abril, com grande solenidade. Será o bispo que concederá a ordenação sacerdotal de Dom Bosco e que acompanhará o início da obra salesiana em Valdocco.

Poucos meses depois, uma grande celebração alegrou o coração do jovem João Bosco: a entronização de uma belíssima imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus, toda feita de prata, presenteada pelo Rei Carlos Félix ao Santuário de Nossa Senhora da Consolata. Foi uma festa que mobilizou quase todo o Piemonte e que João Bosco realmente não poderia ter faltado, assim como todos os seus amigos da Sociedade da Alegria.

De fato, desde criança, nutria um carinho todo especial por Nossa Senhora. Nunca esqueceu as palavras de sua mãe quando o levou pela primeira vez para a escola de Castelnuovo: “Que você seja devoto da Virgem!”.

Em Chieri, Bosco gostava muito de visitar a igreja de “Santa Maria della Scala” (também chamada de Duomo). Ali passava, de manhã e à tarde, para rezar de joelhos diante da imagem de Nossa Senhora das Graças, como um filho diante de sua mãe. Pedia as graças necessárias para conseguir cumprir a missão que ela mesma lhe havia confiado. Realizou estas visitas ao Duomo durante todo o tempo que estudou em Chieri.

Outra razão não menos importante para João estar sempre nesta igreja era para prestigiar da presença agradável do seminarista José Cafasso, que ali servia o altar nas celebrações solenes e ensinava o catecismo aos meninos.

Quando chegava o mês de maio, reunia os meninos mais terríveis e os levava para se confessarem no Duomo. Era o seu ramalhete de flores para Maria Santíssima.

Esta forte devoção mariana certamente colaborava – e muito – para a santidade de João. Seu testemunho era muito eloquente para os corações das pessoas que se aproximavam dele. Tinha temperança no comer e no beber; prudência no uso dos seus sentidos, especialmente a visão: era modelo de moderação e de pureza. As mães dos seus amigos ficavam contentes quando viam seus filhos andarem na companhia de João, o mesmo que acontecia em Castelnuovo e Morialdo. Os estudos e os trabalhos não impediam João de ter sempre a sua família na lembrança. Não guardava ressentimento do seu meio-irmão Antonio que, naquele ano, havia se casado. Alimentou por ele um sincero afeto, que durou toda a sua vida.

Parecia que tudo iria correr bem neste ano de 1832. Seria assim mesmo, não fosse a triste perda do seu amigo Paulo Braia. Como vimos no último texto, ele era um dos amigos mais piedosos de João na Sociedade da Alegria. Teve que enfrentar uma longa e penosa doença antes de partir deste mundo. Foi no dia 10 de julho.

Após alguns dias o período escolar de 1831-1832 chegou ao fim. João poderia passar suas férias em Castelnuovo. Iria rever os seus amigos de Morialdo. Era uma cena que se repetia em todas as férias. Lembremos que também entre eles João fundou a Sociedade da Alegria.

Além de reencontrar a sua família e os seus amigos, João também aproveitava as férias para fazer seus estudos pessoais. Pensava que não podia perder tempo. Sentia que era chamado para algo grandioso e precisava estar pronto para responder à altura.

TEXTO: Pe. Glauco Félix Teixeira Landim, SDB
e-mail: glauco.bsp@salesianos.com.br – Facebook: www.facebook.com/glaucosdb

ADAPTAÇÃO E LOCUÇÃO: Domingos Sávio

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