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Espaço Valdocco 14 – Um tempo para aprender a falar com Deus.

Joãozinho Bosco experimentou tempos de alegria, felicidade e de muito amadurecimento humano e espiritual nos três anos que passou no sítio da família Moglia.

Algumas histórias narradas nas Memórias Biográficas de São João Bosco nos ajudam a resgatar alguns de seus principais aprendizados desta época.

Um dia o velho José, tio de Luís Moglia, ao voltar do campo todo suado e com a enxada no ombro, viu de longe João se ajoelhar para rezar o Angelus. Era meio-dia e o sino da Igreja havia acabado de bater. Joãozinho fazia a oração que aprendeu de sua mãe. Com um tom de ironia, José disse: “Vejam só! Nós, os patrões, nos matamos da manhã à noite e já não aguentamos. E o empregadinho aí, na onda mansa, rezando em santa paz…”

Joãozinho rindo, mas com tom sério, respondeu: “Quando se trata de trabalhar, tio José, o senhor sabe que não me poupo. Mas minha mãe me ensinou que quando se reza, de dois grãos nascem quatro espigas. Se, ao invés, não reza, de quatro grãos nascem só duas espigas. É melhor, portanto, que o senhor também reze um pouco”.

Enquanto cuidava do gado, Joãozinho aproveitava para ler. Luís Moglia não se opunha, mas questionava o motivo de tanta leitura. “Quero ser padre”, respondia João.

O Pe. Pietro Stella, um grande estudioso de salesianidade, também atribui grande valor a este período que João Bosco passou com a família Moglia. Para ele, foi nestes anos que “se radicou de modo mais profundo em João o sentido de Deus e da contemplação”. Durante o trabalho do campo, aproveitava para manter um diálogo constante com Deus. E assim cresceu em sua fé em sua vida de oração e amadureceu o seu discernimento vocacional.

Entretanto, é fácil compreender que apesar de todo o bem-estar de João na casa da família Moglia, o coração de Mamãe Margarida continuava “apertado” por estar longe de seu filho e não poder ampará-lo em um momento tão decisivo de sua vida.

Por isso, ao terminar o contrato de trabalho de João, mandou seu irmão Miguel falar com ele. Perguntou ao menino se ele gostava ou não do sítio dos Moglia.

“Não. Todos me tratam muito bem, mas eu quero estudar. Os anos vão-se passando – já fiz 14 – e continuo parado no mesmo lugar”, respondeu João.

Após seu tio falar com os seus patrões, João preparou a sua trouxa, despediu-se de todos da família Moglia. Haviam se tornado amigos e assim seria pelo resto da vida.

Ao chegar em sua casa nos Becchi, junto com seu tio, foi acolhido com muito carinho por Mamãe Margarida. Ainda houve uma pequena tensão com Antonio, mas não guerra. Afinal seu meio-irmão já tinha completado 21 anos e iria se casar. Uma vez que lhe esclareceram que não teria que pagar pelos estudos e nem pelo sustento de João, não fez mais objeções.

Mas permanece a dúvida de João: o que devo fazer agora? A solução chegou de uma maneira inesperada. E reacendeu todas as esperanças de João. Continuamos na semana que vem.

TEXTO: Pe. Glauco Félix Teixeira Landim, SDB
e-mail: glauco.bsp@salesianos.com.br – Facebook: www.facebook.com/glaucosdb

ADAPTAÇÃO E LOCUÇÃO: Domingos Sávio

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