Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Espaço Valdocco 13 – Uma experiência rica de família e de trabalho.

Joãozinho Bosco passou aproximadamente 20 meses na casa da família Moglia, de 1827 a 1829, dos 12 aos 14 anos de idade.

Moravam naquela casa: Luís Nicolás Moglia (1799-1882) e sua esposa Dorotéia Filippello (1802-1890), com seus dois filhos, Ana Francisca Catalina de 5 anos e Jorge Lourenço de 3 anos. Duas irmãs de Luís também viviam ali: Teresa (15 anos) e Ana (18 anos); e dois tios paternos, João e José.

Tratava-se de uma família de camponeses, bem integrada e cristã. Uma família completa, com relações profundas de afeto entre seus membros. João encontrou nesta casa um clima afetivo equilibrado e sereno que lhe ajudara a restaurar algumas feridas deixadas pela falta de seu pai, pela extrema pobreza vivida nos Becchi e pela constante oposição de seu meio-irmão Antônio. Rapidamente João ganhou o carinho de toda a família.

João Bosco dedicou-se com muito empenho ao trabalho nesse tempo. Demonstrava boa vontade e obediência. Luís Moglia não se arrependeu de tê-lo aceitado, mesmo sendo inverno, período de pouco trabalho para os camponeses. Tanto que poucos dias depois foi ao encontro de Mamãe Margarida, para fazer um contrato formal de trabalho com João.

Seu principal trabalho era com o estábulo: limpar o chão e trocar a palha do lugar onde o gado dormia, escovar o pêlo dos animais, dar de comer e de beber a eles e ordenhar as vacas. Evidentemente não fazia tudo isso sozinho. João auxiliava um vaqueiro adulto, que era o primeiro responsável por estes trabalhos.

Em casa, no período da noite, rezava piedosamente com a família Moglia. Não era raro Dorotéia pedir para que o próprio Joãozinho “puxasse” o terço. No simples, mas bom quarto que lhe deram, estudava alguns livros que o Pe. Lacqua lhe emprestava.

Participava todos os domingos da missa bem cedo, quando poderia também se confessar. Ao pároco, Pe. Cottino, João revelou o seu desejo de ser sacerdote e também as suas dificuldades. Ele estimulou o jovem a continuar frequente nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, a rezar durante o dia e a confiar em Deus: se Ele quisesse, as dificuldades seriam resolvidas. Aconselhou também a não parar os seus estudos.

Na verdade, foi neste lugar que João manifestou explicitamente o seu plano de ser padre. A irmã mais velha de Luís, Ana, dizia não acreditar que Joãozinho pudesse se tornar padre um dia. Certo dia, João lhe disse que um dia ela se confessaria com ele. E isto aconteceu! Foi na igreja de São Francisco de Sales, em Valdocco, depois de Ana ter se casado e ir morar em Turim.

Mas João não parou por aí. Ele precisava dar um jeito de continuar o seu apostolado com os jovens. Por isso organizou, com o apoio do Pe. Cottino, um oratório festivo paroquial. Fazia o mesmo na casa dos Moglia com os vizinhos e com as crianças do lugar. Reunia-os e lhes fazia leituras.

Em 1893, o filho mais novo de Luís Moglia, Jorge, teve a oportunidade de testemunhar no processo diocesano de beatificação de Dom Bosco. De fato, Joãozinho Bosco teve muito afeto pelo pequeno Jorge nestes três anos que passou pela casa dos Moglia. Jorge tinha muitas coisas a contar sobre o nosso fundador, não só pelo que ele mesmo viveu, mas também pelo que ouviu de seus familiares. Mais tarde, chegou a ajudá-los nos seus estudos e a pensar com ele em uma possível vocação sacerdotal. Já adulto foi muitas vezes ao Oratório de São Francisco de Sales, em Valdocco. Dom Bosco o apresentava carinhosamente como seu antigo patrão. Jorge morreu em Turim, em 1923, quase centenário.

Na próxima semana, contaremos algumas histórias interessantes que aconteceram durante esse tempo feliz de convivência e de trabalho na família Moglia, que contribuíram para o amadurecimento humano e espiritual de João.

TEXTO: Pe. Glauco Félix Teixeira Landim, SDB
e-mail: glauco.bsp@salesianos.com.br – Facebook: www.facebook.com/glaucosdb

ADAPTAÇÃO E LOCUÇÃO: Domingos Sávio

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