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Sem categoria › 27/11/2015

Campanha da água para cidades atingidas pelo rompimento da barragem

DOAÇÃO-MARIANA-ArquidioceseA Arquidiocese de Niterói iniciou uma campanha de arrecadação de água para as cidades abastecidas pelo Rio Doce. Dom José Francisco, Arcebispo Metropolitano de Niterói, em carta, fez seu pedido de ajuda: “Devido ao lamentável fato do rompimento da barragem no município de Mariana, e conscientes das dificuldades de tantos irmãos necessitados de água, nossa Arquidiocese também está realizando uma campanha”.

As doações poderão ser feitas de duas formas:

– doação de garrafas de água (de um litro e meio ou galões), entregues nas Paróquias;

– doação em dinheiro, em conta do Bradesco – Agência 2510, Conta Corrente 9378-5.

A própria Arquidiocese irá monitorar essa conta, que será utilizada para compra de água. Mais informações pelo telefone (21) 3602-1700, com Rosa.

Entenda a maior tragédia ambiental do Brasil

O rompimento da barragem de rejeitos aconteceu na quinta-feira, 5 de novembro, e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A lama também chegou ao Espírito Santo afetando o abastecimento de água de Baixo Guandu, Colatina e Linhares.

O rompimento dessa barragem, em Minas, é considerado o maior desastre ambiental do país. Pelos cálculos do Ibama, a avalanche de lama apagou do mapa o distrito de Bento Rodrigues, depois do rompimento. A barragem, de responsabilidade da firma Samarco, terminou seu percurso, no mar do Espírito Santo. Com a chegada dos rejeitos de mineração, ao Oceano Atlântico, os prejuízos ambientais são incalculáveis para a vida marítima.

Segundo especialistas, os segmentos de lama já estão afetando duas formas do ecossistema marinho, sufocando os organismos que formam a base da cadeia alimentar, como os mexilhões, ou ainda, impedindo a penetração da luz solar, essencial para a fotossíntese de organismos como os fitoplânctons, que servem de alimento para os animais.

O mesmo aconteceu ao longo do leito do Rio Doce: dezenas de espécies morreram, asfixiadas pela lama. Mais grave ainda, por ter acontecido, justamente, na época de reprodução dos peixes, quando espécies mortas estavam com muitos ovos. Isso pode provocar desequilíbrio na natureza, a longo prazo, já que algumas dessas espécies podem ser extintas.

Outro temor dos ambientalistas é que essa lama chegue ao recife de corais de Abrolhos, a 250 quilômetros da costa do Espírito Santo. Se isso ocorrer, os rejeitos vão arrasar a fauna e a flora da região, a maior biodiversidade do Brasil. Contudo, estudos do Ibama descartam esse risco até o momento. Para conter os danos e evitar que uma grande quantidade de rejeitos contamine o Atlântico, o Ibama informou que adotou três medidas: utilização de floculantes, para fazer com que os sedimentos que estão na superfície afundem, de forma a permitir a passagem de água limpa; instalação de diques, na barragem de Santarém, para evitar que as águas das nascentes fiquem sujas, e o uso de barreiras de contenção das áreas de estuário, ambiente de transição entre mar e rio, para fazer com que o material que fica na superfície não atinja os manguezais.

Se a correnteza do mar estiver mais forte do que a onda do Rio Doce, o próprio mar pode se limpar dos rejeitos de minério. Caso contrário, estes rejeitos ficarão concentrados próximos à costa. No verão, a tendência é o mar jogá-los na praia.

Até agora, a Samarco firmou um acordo com o Ministério Público Federal e o Ministério Público de Minas Gerais que estabelece o pagamento de 1 bilhão de reais para o custeio de medidas preventivas emergenciais, de contenção de danos, e pagamento de indenizações. A empresa também foi multada em 112 milhões de reais pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Mariana e, em 250 milhões de reais, pelo Ibama.

Por João Dias (Arquidiocese de Niterói), com Ibama/Arquidiocese de Mariana/G1/Estação de Biologia Marinha Augusto Ruschi/UERJ/UFMG/UFES