Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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A Música Litúrgica: 1ª Reflexão

Hoje, começamos uma série de posts sobre a Música Litúrgica e seu papel na celebração Eucarística. Muito além de normas, a vivência deste tesouro eclesial, passado desde os tempos mais antigos, é uma vivência espiritual, acima de tudo. O intuito de trazer-lhes estes textos é, além do conhecimento, permitir um debate sereno sobre o uso que se faz da música litúrgica nos dias atuais e provocar questionamentos dos rumos que a música “de missa” tomou na contemporaneidade.

Os textos foram elaborados pelo Prof. Dr Clayton Dias – Coordenador do CEMULC – Arquidiocese de Campinas e regente do Coro da Arquidiocese de Campinas. Foram publicados, originalmente, na página oficial do CEMULC, no facebook.

Cantinho da Liturgia

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música 1

A Música Sacra na 3ª Instrução Geral do Missal Romano (IGMR)
Os livros litúrgicos que foram aparecendo depois do Vaticano II tem uma característica: como introdução ao corpo do livro apresentam os chamados prenotandos, ou o que, no caso do Missal (e também da Liturgia das Horas), chama-se Institutio generalis Missalis Romani (IGMR) ou Instrução geral do Missal Romano, que se pode traduzir como “principais normas” para a celebração da Eucaristia.

Na Quinta-feira Santa do ano 2000, o papa João Paulo II assinou a nova Institutio. Esta Institutio adiantou-se à terceira edição típica do Missal Romano, que foi publicada dois anos depois, em 2002. No Brasil, a tradução da Instrução geral do Missal Romano apareceu em 2004 e está sendo preparada a terceira edição do referido Missal.

Vários são os pontos relativos à Música Sacra na 3ª Instrução Geral do Missal Romano. Estudá-los, compreendê-los e praticá-los significa poder celebrar melhor, tendo por base a IGMR como “Diretório espiritual e Pastoral” de nossa celebração.

Reflexão nº 1 – A importância da Eucaristia para a vida da Igreja. O papel que desenvolve o bispo e a contribuição da música

“A celebração da Eucaristia é da maior importância para a Igreja particular. O Bispo diocesano, como primeiro dispensador dos mistérios de Deus na Igreja particular que lhe está confiada, é o moderador, o promotor e o guardião de toda a vida litúrgica. Nas celebrações por ele presididas, principalmente na celebração eucarística com a participação do presbitério, dos diáconos e do povo, manifesta-se o mistério da Igreja. Esta celebração da Missa deve, pois, ser exemplar para toda a diocese.

Por isso, ele deve procurar que os presbíteros, diáconos e fiéis leigos compreendam sempre profundamente o genuíno sentido dos ritos e textos litúrgicos, e desse modo sejam levados à celebração ativa e frutuosa da Eucaristia. Neste mesmo sentido deve procurar que cresça a dignidade das mesmas celebrações, para a promoção da qual muito contribui a beleza dos lugares sagrados, da música e da arte”. (IGMR 22)

Comentário:
Podemos ver nesses artigos, que são novos em comparação às versões anteriores da IGMR, a importância eclesiológica da Eucaristia para a vida da diocese e o papel que nela desenvolve o bispo, como “moderador, promotor e guardião de toda a vida litúrgica” de sua diocese. O bispo deve empenhar-se em fazer que todos compreendam bem o sentido da liturgia para celebrarem mais profundamente e deve procurar crescer a dignidade das celebrações à partir da “beleza dos lugares sagrados, da música e da arte”. Há uma relação muito profunda entre beleza e liturgia. Beleza não como mero esteticismo, mas como modalidade pela qual a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor. Unida ao espaço litúrgico, a música é genuína expressão de beleza, tem especial capacidade de atingir os corações e, na liturgia, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado.

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Publicado originalmente no site do CEMULC –

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