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Notícias › 17/08/2020

430 anos da dedicação da igreja do Santuário de Anchieta

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Os acontecimentos do dia 15 de agosto de 1579 e 1590 são decisivos para a história do Santuário Nacional de São José de Anchieta. São marcos históricos, culturais, religiosos e artísticos importantes para o município de Anchieta, para o estado do Espírito Santo, para a história do Brasil e da Companhia de Jesus.

Anchieta edificou uma manifestação religiosa, cultural e política que acolheu e envolveu índios e colonos. Recorda-se ainda que dizer índios e colonos não significa dizer que são dois grandes grupos homogêneos. Definitivamente, não. A diversidade de tribos e de origem dos colonos era muito grande.

Anchieta foi um grande conciliador. Recepcionou a muitos. Para isso, valeu-se da abertura à cooperação, ao diálogo, à tolerância, ao respeito. Para unir, valeu-se da arte e da beleza.

Na Fé, Anchieta transmitiu a experiência do amor de um Deus que é próximo, que tem Coração e tem uma Mãe. Uma Santíssima Mãe que vai ao encontro, que visita e chega para ajudar, não para exigir. Vem, justamente para auxiliar naquilo que eles mais necessitam. Assim, transmite a Esperança que não decepciona.

Os marcos do dia 15 de agosto

441 anos da presença da Companhia de Jesus nas terras de Anchieta.

São José de Anchieta, em 15 de agosto de 1579, Festa da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, funda a missão jesuítica no aldeamento de Reritiba. Atual, município de Anchieta. No mesmo dia que funda a missão, São José de Anchieta inicia a construção da igreja, a mesma que hoje integra o Santuário de Anchieta.

430 anos da Dedicação da igreja de Nossa Senhora da Assunção realizada por São José de Anchieta

Exatamente 11 anos depois, no dia 15 de agosto de 1590, o mesmo Padre José de Anchieta inaugura essa igreja e realiza a Dedicação da igreja a Nossa Senhora da Assunção. O que era uma construção torna-se, então, um Templo.

430 anos do Auto da Assunção, peça teatral escrita por São José de Anchieta

No dia da dedicação da igreja, chega a Reritiba a imagem de Nossa Senhora. Acontece uma grande e notável festa que marcou a história e a cultura do Brasil, pois nela foi encenado o Auto da Assunção, escrito por São José de Anchieta.

Um presente: o Auto da Assunção

No dia da Assunção, quando levaram sua imagem a Reritiba, conforme explica o próprio Anchieta no título, foi um auto escrito para receber a imagem de Nossa Senhora da Assunção, confeccionada em terracota e que fora produzida em Portugal.

O Auto da Assunção segue uma narrativa de encontros, reúne elementos culturais indígenas e portugueses, mas todos ele redigido e encenado em língua Tupi.

Reconhecido por organizar uma gramática em Tupi, São José de Anchieta incluiu a língua indígena em diversas produções artísticas e literárias. “A língua tupi era a língua mais falada na nova terra. Anchieta, ao dotar essa língua de uma gramática descritiva e ao escrever poemas nela, junto com outros em espanhol, português e latim, dá ao tupi o status de língua de cultura”, ressalta Raimundo Carvalho, poeta e professor doutor do departamento de Línguas e Letras da Universidade Federal do Espírito Santo.

“O Auto da Assunção é uma peça teatral que conta a história da visita de Virgem Maria à aldeia”, explica padre Nilson Marostica, reitor do Santuário. “A encenação aconteceu desde o navio que atracou no porto do Rio Benevente até a igreja”, conta o jesuíta.

“Como o rito de acolhida nas aldeias tupis converge à casa do principal, aqui, também, o Auto da Assunção (1590) converge para a Igreja da missão. A aldeia toda é o palco”, explica o jesuíta Padre Felipe Soriano que dedicou sua dissertação de mestrado ao tema do Auto da Assunção.

“Essa é a beleza, a genialidade de São José de Anchieta. Não era o rito pelo rito. Ele fazia uma boa formação, espírito próprio da Companhia de Jesus, fazer com excelência”, recorda Padre Nilson.

Os escritos originais em tupi, com a letra de Anchieta, foram preservamos na íntegra. Fazem parte do acervo do Museu do Santuário Nacional de São José de Anchieta. Atualmente passa por um processo de readequação, em breve estará novamente disponível para a visitação.

Celebrar os 430 anos da igreja de Nossa Senhora da Assunção, depois que São José de Anchieta foi canonizado é motivo de consolação. Aqui nós pisamos as pisadas de um santo que construiu, dedicou e consagrou essa igreja.

Por Pe. Nilson Marostica – Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, via Vatican News

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