Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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2º Domingo da Quaresma

transfiguração

 

  • 1ª Leitura – (Gn 22,1-2.9-13.15-18)
  • Salmo – 115
  • 2ª Leitura – (Rm 8,31b-34)
  • Evangelho – (Mc 9,2-10)

As missas do 2º Domingo da Quaresma serão celebradas no dia 28/02, às 17:00 e no dia 01/03, às 7:00, 8:30, 10:30 e 19:00, em nossa Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora! 

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Em todos os anos litúrgicos, o 2º Domingo da Quaresma recorda a Transfiguração de Jesus Cristo. O episódio é marcado pelo encontro entre Cristo e dois dos maiores representantes da Antiga Aliança: Moisés e o Profeta Elias.

Acompanhado dos discípulos Pedro, Tiago e João, seus mais próximos, este encontro dá-se de maneira extraordinária, a começar pela presença de duas pessoas que já estavam, àquela altura, na morada do Pai. O ponto principal, que se trata do fenômeno da transfiguração de Cristo, marca a passagem do Evangelho e supera, até mesmo, a presença de Elias e Moisés.

O momento em que Jesus brilha sua luz para os três discípulos repete algo já visto em outro momento do ano litúrgico: o Batismo nas águas do Jordão. Assim como no Jordão, um fenômeno descrito como uma nuvem, encobre o local e envolve os discípulos, que escutam uma voz do alto, dizendo ser Jesus o Filho Amado que o agrada. Neste momento, Deus está dando seu mandamento de escutar Jesus, pois ele é a palavra de Deus encarnada.

Reflexão

Na primeira leitura, o texto de Gênesis mostra a obediência de Abraão em oferecer seu único e amado filho a Deus. Porém, Deus mostra que ele, diferentemente de outras divindades, não quer sacrifícios humanos e um cordeiro é imolado no lugar do menino. Essa passagem sugere a vinda de Jesus, filho único e amado de Deus, cordeiro sem mancha e sem defeito, que morrerá em nosso lugar para nos salvar. E, por isso, terá a vida na ressurreição.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos reforça essa ideia da confiança plena em Deus. Assim como Abraão, que confiou em Deus e não exitou em entregar seu único filho como sacrifício, assim nós também devemos ter fé nos planos de Deus, pois Ele nos ama e nunca perde. Nada neste mundo poderá ficar contra nós enquanto tivermos Deus ao nosso lado.

No Evangelho, vemos o episódio da transfiguração de Jesus, como já dito anteriormente. Este episódio é uma pequena antecipação da ressurreição de Jesus. Após anunciar a seus discípulos sua paixão e morte, Jesus leva seus discípulos mais próximos para um monte para rezar. É nessa oração, encontro de Jesus com o Pai, que Ele mostra todo seu esplendor a Pedro, Tiago e João. Pedro pede, indiretamente, para que esse momento seja prolongado sugerindo a construção de três tendas: uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias. Estes dois últimos representam a Lei e os Profetas, respectivamente. Ao ouvir a voz de Deus dizendo: “Este é meu filho muito amado, escutai-o.” Deus nos diz que somente escutando Jesus veremos a glória de Deus e participaremos de sua ressurreição. Após isso, Moisés e Elias desaparecem, sobrando somente Jesus com os apóstolos, ou seja, é na pessoa de Jesus que se encontra a Lei e a Profecia.

No tempo de Quaresma em que estamos vivendo, estas passagens vem nos pedir que confiemos em Deus e tenhamos plena fé em seus planos para nós. Além disso, nos mostra que devemos nos retirar em oração para nos encontrar com Deus, mas também devemos descer o monte e lutar para transfigurar o nosso dia-a-dia e tornar possível a vinda do mundo novo anunciada por Jesus.

Por Carolina – Cantinho da Liturgia

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  • 1ª Leitura – (Gn 22,1-2.9-13.15-18)
  • Salmo – 115
  • 2ª Leitura – (Rm 8,31b-34)
  • Evangelho – (Mc 9,2-10)

1ª Leitura

Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o aí em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.

9aChegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha, em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou”. 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”.

13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.

15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

Salmo

— Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

 — Guardei a minha fé, mesmo dizendo:/ “É demais o sofrimento em minha vida!”/ É sentida por demais pelo Senhor/a morte de seus santos, seus amigos.

— Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/ vosso servo que nasceu de vossa serva;/ mas me quebrastes os grilhões da escravidão!/ Por isso oferto um sacrifício de louvor,/ invocando o nome santo do Senhor.

— Vou cumprir minhas promessas ao Senhor/ na presença de seu povo reunido;/ nos átrios da casa do Senhor,/ em teu meio, ó cidade de Sião!

2ª Leitura

Irmãos: 31bSe Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele?

33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está à direita de Deus, intercedendo por nós?

Evangelho

Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.

5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.

6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.

10Eles observaram essa ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

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