Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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1º Domingo da Quaresma

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Jesus no Deserto

 

  • 1ª Leitura – (Gn 9,8-15)
  • Salmo – 24
  • 2ª Leitura – (1Pd 3,18-22)
  • Evangelho – (Mc 1,12-15)

As missas do 1º Domingo da Quaresma serão celebradas no dia 21/02, às 17:00 e no dia 22/02, às 7:00, 8:30, 10:30 e 19:00, em nossa Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora! Haverá a distribuição das cinzas para quem não pôde participar das missas da quarta-feira.

No dia 24/02, teremos a Missa e Adoração Eucarística, às 19:30, com a liturgia da 1ª Semana da Quaresma. Também haverá a comemoração mensal de Nossa Senhora Auxiliadora. Participem!

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Reflexão sobre o 1º Domingo da Quaresma

A Quaresma começou no dia 18/02, com as Cinzas, mas seu início forte é hoje, uma vez que a liturgia dominical é o ponto alto dos tempos litúrgicos de preparação. Justamente neste dia, o 1º Domingo da Quaresma, a palavra de Deus nos mostra a origem deste tempo litúrgico.

Do Antigo Testamento, vemos que Deus acorda diversas alianças com seu povo escolhido, ao longo dos séculos. Um destes momentos é exibido na 1ª Leitura deste domingo, a aliança com Noé. A narrativa sobre o dilúvio é muito conhecida por nós, cristãos, e foi algo muito recorrente em diversas outras expressões religiosas do antigo oriente, à época dos judeus ou até anterior.

Não interessa a validade histórico-factual desta narrativa, mas sim seu valor teológico, o qual expressa o real amor de Deus em relação à criação. O ponto principal é verificar que Deus, diante da renovação da criação, corrompida pelo pecado, encontra um homem justo, capaz de dar prosseguimento ao seu plano inicial. Noé realiza esta tarefa, pois ele é o justo escolhido por Deus.

O Dilúvio é uma representação do que o pecado realiza na criação, a destruição dos seres humanos, por seu distanciamento de Deus. Noé representa todos aqueles que resistiram ao pecado e se mantiveram fieis à palavra de Deus. A aliança entre Deus e Noé é o acordo que permite a salvação do homem justo, diante do pecado. Na verdade, este acordo terá sido renovado por diversas gerações, através de Moisés, David e muitos outros homens justos. Seu desfecho só ocorreu com o estabelecimento da Aliança definitiva, em Cristo.

A Quaresma é um sinal desta aliança, pois o próprio Cristo nos serve de exemplo, ao permanecer um período no deserto, jejuando e orando, lutando contra a tentação. Este tempo de conversão foi dado, pois Deus permitiu que sempre houvesse reconciliação.

Independente do ano litúrgico, o 1º Domingo da Quaresma sempre recorda o estabelecimento deste tempo litúrgico, quando Cristo passou os 40 dias no deserto e sofreu a tentação do poder. O número 40 é uma simbologia recorrente nas escrituras. Encontramo-na nos 40 anos de duração da peregrinação do povo de Deus, nos 40 dias entre o Natal e a Apresentação de Jesus no templo e em muitas outras ocasiões.

Do ponto de vista histórico, é preciso esclarecer que a Quaresma de Jesus não foi um tempo de preparação para sua Paixão. De fato, logo após o Batismo no Jordão, Jesus realiza seu retiro espiritual no deserto, antes do início de se ministério, antes do chamado aos apóstolos e, portanto, anos antes de sua Paixão e Morte. Sabemos disso, pois os Evangelhos trazem este momento entre o final do Ciclo do Natal (Batismo de Jesus) e o início de suas pregações.

A questão que fica é: por que celebrar a Quaresma antes da Páscoa?

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O Dilúvio e a Arca

 

História da Quaresma

Até aqui, compreendemos que o próprio Cristo estabelece um período de conversão e oração, sem um nome definido, sem uma regra para quando deve ser cumprido. Ao longo dos séculos, a Igreja, em sua sabedoria, estabeleceu o calendário litúrgico. O primeiro Ciclo a ser fixado foi o Ciclo Pascal, revivendo, na Eucaristia, os momentos antes e depois da Páscoa de Jesus. O ponto alto deste Ciclo é, sem dúvida, a Vigília Pascal, celebrada na véspera do Domingo de Páscoa. Naquela época, já celebravam o Tempo Pascal, todo o período entre a Vigília Pascal e Pentecostes, incluindo estes dois momentos.

A Quaresma não surgiu em um único momento, mas foi composta, ao longo dos anos, através da manifestação de fé em diversos locais diferentes. Uma das versões conta que, por volta do ano 300 d.C, os cristãos orientais começaram a fixar um período maior de preparação para a Páscoa, uma vez que a religião cristã ganhava espaço no Império Romano e os cristãos não sofriam a mesma perseguição e martírio. As manifestações da Quaresma ocidental ocorreram apenas no século IV, em que passou a ser celebrada por 4 semanas antes da Páscoa.

Posteriormente, ela ganhou sua forma final, por volta do século VI, e passou a ter aproximadamente 40 dias. Daí o nome latino “Quadragesima“.

Outra possível origem deste Tempo vem da preparação que os antigos cristãos faziam para seu batismo. Era costume que os cristãos fossem batizados em idade adulta e este rito ocorria na Vigília Pascal. Até hoje, o rito batismal está inserido na Vigília Pascal. Posteriormente, o batismo começou a ser realizado também na Epifania, junto à celebração da Encarnação, Nascimento e manifestação de Jesus, e um novo tempo de preparação seria estabelecido, o que daria origem ao Advento.

Seja qual for a origem, a Igreja recorre à Quaresma para nos lembrarmos de nossa condição de pecadores. Isto não significa que não exista conversão fora da Quaresma ou do Advento, pelo contrário, todo dia é dia de conversão e de atenção à palavra de Deus. Intensificamos isto na Quaresma, a fim de que as pessoas se lembrem desta condição e criem o hábito da conversão em qualquer ocasião.

Por Thiago – Cantinho da Liturgia

 

 

 

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  • 1ª Leitura – (Gn 9,8-15)
  • Salmo – 24
  • 2ª Leitura – (1Pd 3,18-22)
  • Evangelho – (Mc 1,12-15)

1ª Leitura

8Disse Deus a Noé e a seus filhos: 9“Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência,10com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. 11Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”.

12E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: 13ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. 14Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. 15Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”.

Salmo

— Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.

 — Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação.

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura/ e a vossa compaixão que são eternas!/ De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia,/ e sois bondade sem limites, ó Senhor!

— O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina o seu caminho.

2ª Leitura

Caríssimos: 18Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.

19No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, 20a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas oito — foram salvas por meio da água.

21À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo.

22Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.

Evangelho

Naquele tempo, 12o Espírito levou Jesus para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre animais selvagens, e os anjos o serviam.

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

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