Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Secretaria

Solenidade do Martírio de S. Pedro e S. Paulo

andrômeda

  • Solenidade, Cor Vermelha , Gl, Cr, Prefácio Próprio (Apóstolos)
  • Ofício Solene próprio
  • Tempo Comum
  • 1ª Leitura – (At 12,1-11)
  • Salmo – 33
  • 2ª Leitura – (2Tm 4,6-8.17-18)
  • Evangelho – (Mt 16,13-19)

INTROITOEis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus.

COMUNHÃO: Pedro disse a Jesus: Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo. Jesus lhe respondeu: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

As missas da Solenidade de São Pedro e São Paulo serão celebradas neste sábado, 02/07, às 17:00 e no domingo, 03/06, às 7:00, 8:30, 10:30 e 19:00, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.

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Neste fim de semana, a Igreja comemora a Solenidade do Martírio de São Pedro e São Paulo, encerrando as festas populares de junho, conhecidas como Festas Juninas. Nesta data, os paramentos litúrgicos são de cor vermelha, pois recorda o martírio de ambos os santos. Há duas leituras, o salmo e o Evangelho, além da leitura do Prefácio Eucarístico próprio.

Festas populares e Liturgia

Na cultura popular, as festas juninas recordam Santo Antônio (13/06), São João Batista (24/06) e São Pedro, não havendo um forte apelo a recordar São Paulo, pois já se comemora seu dia em 25 de janeiro. Na verdade, no dia 25 de janeiro, comemora-se a memória de sua conversão, com o famoso episódio da cegueira de Saulo, que caíra do cavalo e entra em contato com Jesus, numa visão mística.

São Pedro também possui outra data comemorativa, a Festa da Cátedra de São Pedro, no dia 22/02. Esta festa litúrgica honra o trono de Pedro, a cadeira que reside na basílica homônima. Em junho, a Igreja celebra a data dos padroeiros da comunidade romana, que viria ser a atual Diocese de Roma.

Celebrações Relacionadas

Ao longo do ano, a Igreja reserva datas para lembrarmos dos 12 apóstolos, dos primeiros mártires do cristianismo, dos Evangelistas e dos primeiros discípulos dos 12 apóstolos. Este ciclo de comemorações está conectado à solenidade hoje, uma vez que Pedro e Paulo são considerados os dois maiores santos, dentre estes, sendo assim, esta solenidade é a maior, dentre todas as liturgias destacadas. Mais adiante, veremos o motivo para o destaque destes dois discípulos de Jesus.

Outro ciclo de festas que merece destaque é o das celebrações ligadas à honra da Igreja de Cristo. Em Campinas, nossa Arquidiocese, comemoramos, no dia 8/12, a solenidade da padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Esta data é a mais importante para nós. Há, porém, outras datas importantes, como a Dedicação da Basílica do Carmo, isto é, o aniversário da nossa Arquidiocese, pois é o aniversário da primeira Igreja construída nesta circunscrição eclesiástica.

Como a Diocese romana é primaz, isto é, lidera as outras dioceses do mundo todo, comemoramos seus santos padroeiros e seu aniversário, por extensão. A data mais importante é hoje, a Solenidade de Pedro e Paulo, seus padroeiros. Há, também, a Festa de Dedicação da Basílica de Latrão, a sede da Diocese romana, esta data pode ser considerada a segunda mais importante das liturgias ligadas à honra da Igreja Católica; a Festa da Cátedra de São Pedro, que recorda a autoridade de Pedro, isto é, do Bispo de Roma, o Papa, sobre toda a Igreja; e a Conversão de São Paulo. Estas datas são solenidades, em Roma, mas não são todas solenes na Arquidiocese de Campinas, por exemplo.

andrômeda

Na Sol. de Pedro e Paulo, o Papa impõe o pálio aos sacerdotes recém-nomeados à cátedra episcopal.

Liturgias do ciclo dos Apóstolos e primeiros Discípulos

  • Solenidade dos Santos Padroeiros de Roma – São Pedro e São Paulo (último domingo de junho)
  • Festa de São Marcos Evangelista (15/05)
  • Festa de São Tomé (02/07) [Apóstolo]
  • Memória de Santa Maria Madalena (22/07)
  • Festa de São Lucas Evangelista (18/10)
  • Memória de São Barnabé (13/06)
  • Festa de São Simão e São Judas Tadeu (28/10)
  • Festa de Santo Estêvão (Oitavas de Natal – 26/12)
  • Festa de São João Evangelista (Oitavas de Natal – 27/12)

Liturgias do ciclo eclesial

  • Solenidade dos Santos Padroeiros de Roma – São Pedro e São Paulo (último domingo de junho)
  • Festa de Dedicação da Basílica de Latrão – sede da Arquidiocese de Roma (9/11)
  • Festa da Cátedra de São Pedro – trono apostólico – (22/02)
  • Memória da Dedicação da Basílica de São Pedro e São Paulo (20/11)
  • Memória da Conversão de São Paulo (25/01)

O Papa e os santos

Após Pentecostes, os discípulos seguiram as palavras de Jesus: “Ide a todo mundo e pregai o Evangelho a todo criatura”. Sendo assim, tem início o ministério apostólico dos 11 remanescentes. Ocorre uma verdadeira diáspora apostólica, e cada um seguirá seu próprio caminho, em cantos diversos do mundo conhecido, sobretudo no mundo mediterrâneo. Várias comunidades centrais são formadas, as chamadas Igrejas da Ásia menor, na região oriental do mediterrâneo.

Segundo a tradição, mais tarde, Pedro alcança o ocidente, na capital do Império Romano, e passa a liderar aquela comunidade, sobre cuja fundação não se conhece até os dias de hoje. À época, não havia primazia da comunidade cristã de roma, sobre as outras comunidades, ou seja, cada líder destas comunidades, que viria a ser o bispo da diocese, comandava de maneira independente.

Pedro tornou-se o líder da igreja romana e morreu martirizado, em Roma. Uma das tradições aponta que Pedro, ao ser condenado à cruz, requere aos algozes, que seja crucificado com a cabeça para baixo, pois não se acha digno de morrer igual ao Senhor Jesus Cristo.

Paulo, por sua vez, foi preso e acaba mandado à Roma, juntamente de São Lucas Evangelista. Posteriormente, Paulo também é condenado à morte, por não renunciar à fé cristã. A importância de São Paulo mora no plano teológico e missionário. Foi Paulo que introduziu diversos pontos de nossa teologia, os quais não são encontrados, explicitamente, nos Evangelhos, mas chegaram até ele, através da tradição recebida dos apóstolos.

Pedro e o Papa

É preciso compreender que, à época de Pedro, não havia um governo centralizado no seio da Igreja. Cada líder local, que viria a ser o bispo da diocese, possuía independência, inclusive para questões relacionadas à teologia. Somente após o Édito de Milão e o Primeiro Concílio de Niceia, a Igreja é centralizada em um governo, sob autoridade do bispo de Roma. Esta tradição deriva de dois aspectos: o primeiro, proveniente do próprio Evangelho de Mateus, escrito muitos anos antes do concílio, em que Jesus diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. O segundo aspecto é político, pois, de certo modo, o Império Romano absorve a religião cristã e a torna oficial. Todo a estrutura organizacional do império é introduzida na Igreja, a começar pelo líder, o Bispo de Roma.

Hoje, sabe-se que a religião cristã dificilmente teria resistido, se não adotasse a estruturação do antigo Império Romano. Graças a esta medida, o mundo ocidental, agora reunido sob uma mesma fé, resiste a diversas incursões militares de outros povos. A própria invasão de povos germânicos ao império foi assimilada, pois estes povos são convertidos e professam a mesma fé.

Todos estes acontecimentos refletem o que Jesus havia dito, séculos antes a Pedro. São Pedro, o líder de uma raquítica comunidade cristã, no centro do poderoso Império, perpetua sua autoridade, anos mais tarde, quando será a autoridade máxima sobre toda a Igreja, a ponto de unificar povos de diversas etnias e línguas e moldar a civilização até os dias de hoje, através da pregação do Evangelho de Cristo. Finalmente, a Igreja é construída sobre a pedra angular e sobre a autoridade de Pedro, no seio do mundo civilizado.

Por Thiago – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – Cantinho da Liturgia

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  • Solenidade, Cor Vermelha , Gl, Cr, Prefácio Próprio
  • Ofício Solene próprio
  • Tempo Comum
  • 1ª Leitura – (At 12,1-11)
  • Salmo – 33
  • 2ª Leitura – (2Tm 4,6-8.17-18)
  • Evangelho – (Mt 16,13-19)

1ª Leitura

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.

4Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa.

5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.

6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.

7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.

8O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!”

9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão.

10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

Salmo

— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

 — Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

2ª Leitura

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo, 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida.7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.

18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

Evangelho

R: Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la. R.

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.