PÁSCOA do Senhor Jesus Cristo

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“Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui”

Vigília Pascal

  • 1ª Leitura – (Gn 1,1– 2,2)
  • Salmo – Salmo 103
  • 2ª Leitura – (Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18)
  • Salmo – Salmo 15
  • 3ª Leitura – (Êx 14,15 – 15,1)
  • Salmo – (Êx 15,1-6.17-18)
  • 4ª Leitura – (Rm 6,3-11)
  • Salmo – Salmo 117
  • Evangelho – (Mc 16,1-7)

Esta é a noite mais solene de todo o ano litúrgico, noite de glória, noite de alegria. Maior do que até a Noite do Natal do Senhor Jesus, a outra grande comemoração do ano litúrgico. A luz brilhará nas trevas e vence a morte. Cristo ressuscitou, não está mais no sepulcro, ele triunfou sobre a morte, através de seu milagre pascal.

A Páscoa do Senhor tem seu início nas vésperas do Domingo da Ressurreição, isto é, no entardecer do Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia. A bem da verdade, o sábado que sucede a Paixão do Senhor é um dia alitúrgico, pois não há, no missal, qualquer liturgia eucarística a ser celebrada nesta data.

Ao entardecer do Sábado, já celebramos a Páscoa do Senhor, com a Missa mais solene de todo o ano litúrgico: a Vigília Pascal. Nesta liturgia de solenidade máxima, a cor litúrgica é, sem dúvida, o dourado. O Hino de Louvor deve ser cantado solenemente, acompanhado das badaladas dos sinos. Também se deve cantar o Aleluia de modo solene, uma vez que este foi omitido durante a Quaresma, passando pela Missa da Ceia do Senhor e pela Celebração da Paixão do Senhor.

Liturgia

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O rito inicial é o lucernário da páscoa. Este rito se inicia com a benção do Círio Pascal, uma grande vela que é, obrigatoriamente, acesa durante os domingos do Tempo Pascal, começando pela Vigília Pascal. Neste rito, ocorre a benção do Fogo Novo, o fogo que acenderá o Círio Pascal. Também o círio é abençoado, ao ser mergulhado e ter a imposição dos cravos, que representam as chagas de Cristo.

Todo este rito é o início da Missa e não há benção inicial ou canto de entrada. Este início é feito no exterior da Igreja, longe do altar e é acompanhado pela assembleia. A partir do momento em que o Círio Pascal é acendido, começa a procissão do Círio em direção ao interior da Igreja, a qual se mantém na escuridão, iluminada apenas pela luz do círio e das velas carregadas pelos fieis.

As pessoas seguram suas próprias velas e, enquanto o Círio Pascal caminha em direção ao altar, as velas vão sendo acesas e a assembleia segue pela procissão.

Agora, o diácono, ou o sacerdote, entoará a Proclamação da Páscoa, encerrando o rito das luzes.

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A partir de agora, seguirá a liturgia da palavra como é de costume, mas, neste caso, ela possui um número muito maior de leituras, sendo indicadas no missal até 7 leituras, 7 Salmos e o Evangelho! Ainda assim, permite-se que sejam feitas apenas 4 leituras e 4 salmos, seguidos do Evangelho.

Após a homilia, ocorre o Rito Batismal. Ocorre a renovação das promessas batismais e a aspersão. Também se destaca o canto da Ladainha de Todos os Santos, um cântico que clama pela intercessão dos santos de Deus, que festejam sua Páscoa. Neste ano, também contaremos com o batismo de um novo irmão para a Igreja.

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Após o Rito Batismal, continua o Rito Eucarístico como de costume e o Prefácio Eucarístico é o prefácio I da Páscoa. É importante salientar que o altar permanece desnudado até o Rito Eucarístico. Neste momento, o Santíssimo retorna ao Sacrário, depois de deixá-lo, na Quinta-feira Santa.

DESTAQUES DO REPERTÓRIO MUSICAL – CORO NOSSA SENHORA AUXILIADORA

* Festival Alleluia [5 vozes, solo] (James Chepponis)

*Banhados em Cristo [4 voes] (Ir. Miria Kolling)

* Cristo Ressuscitou [4 vozes] (Melodia do Século XII/Reginaldo Veloso)

*Cordeiro de Deus [2 vozes] (Dom Bruno Gamberini)

* Eu sou o Pão da Vida [4 vozes] (Suzanne Toolan)

 

A Missa da Vigília Pascal será celebrada às 20:00, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora!

Missa do Dia

  • 1ª Leitura – (At 10,34a 37-43)
  • Salmo – Salmo 117
  • 2ª Leitura – (Cl 3,1-4)
  • Evangelho – (Jo 20,1-9)

Assim como celebramos o Natal do Senhor Jesus em sua véspera e no próprio dia, assim fazemos com a Páscoa do Senhor Jesus, a qual conta com a Missa da Vigília Pascal e a Missa do Dia.

Na Missa do Dia da Páscoa, não há diferença com os outros domingos do ano; duas leituras, o salmo e o Evangelho. Há apenas, antes da entoação do Aleluia, o cântico do Gradual, ou Sequência. Este canto exalta o mistério pascal e é conhecido como “Victmae Paschalis Laudes“.

A cor litúrgica é o branco ou o dourado. É importante salientar que a participação na Missa da Vigília Pascal é mais requerida do que a participação na Missa do Dia da Páscoa.

As missas solenes do Dia da Páscoa, serão celebradas às 8:30 , 10:30 e 19:00, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.

——————————————————————————————————————————————Tempo Pascal

O Tempo Pascal tem início com a Vigília Pascal e se encerra com a Solenidade de Pentecostes. O dia da Páscoa, em si, é composto pela Vigília Pascal e pelo Domingo de Páscoa, igual ao que ocorre no Natal, em que temos a Missa da Noite e a Missa do Dia.

A data de início do Tempo Pascal é sempre móvel, pois a Vigília Pascal tem sua data colocada no primeiro sábado de lua cheia, após o equinócio de Outono (passagem do Verão para o Outono), no hemisfério sul. Desta data decorrem todas as outras do Ciclo da Páscoa (Quarta-feira de Cinzas , Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa, Ascensão e Pentecostes). Este tempo possui 53 dias, contados, incluindo, o sábado da Vigília Pascal e o domingo de Pentecostes. Este número de dias é constante, todos os anos.

Este tempo é composto por:

* PÁSCOA DO SENHOR (Vigília Pascal e Dia da Páscoa) – início do Tempo Pascal

* Domingos da Páscoa (2º,3º,4º,5º e 6º Domingos após a Páscoa)

* ASCENSÃO do Senhor (domingo após o 6º Domingo da Páscoa)

*PENTECOSTES (domingo após a Ascensão) – término do Tempo Pascal

* Oitavas da Páscoa (missas que ocorrem nos dias entre a Páscoa e o 2º Domingo da Páscoa (inclusive))

* Férias da Páscoa (missas que ocorrem após o 2º Domingo da Páscoa e Pentecostes, excluindo-se os domingos e solenidades)

A Vigília Pascal possui o maior grau litúrgico de todo o calendário, precedendo, inclusive, a Noite de Natal. As solenidades da Ascensão e de Pentecostes possuem precedência sobre qualquer ocasião, exceto: Vigília Pascal, Natal do Senhor, Ceia do Senhor, Paixão do Senhor e Epifania do Senhor. Os domingos da Páscoa possuem equivalência com os domingos da Quaresma e os domingos do Advento, superando os domingos do Tempo Comum, as festas e as solenidades do calendário litúrgico, exceto: Vigília Pascal, Natal do Senhor, Ceia do Senhor, Paixão do Senhor, Epifania do Senhor, Ascensão do Senhor e Pentecostes. As Oitavas da Páscoa são dias festivos e as Férias da Páscoa são de grau comum.

Durante todo este tempo, a cor litúrgica é o branco, com sua variante dourada (Páscoa do Senhor). Exceto nas festas e memórias dos mártires, as quais podem ocorrer durante as férias da Páscoa e na Solenidade de Pentecostes, em que a cor litúrgica é o vermelho.

Neste período, canta-se o Aleluia normalmente, com especial solenidade na Vigília Pascal. O Hino de Louvor deve ser cantado sempre, exceto nas Férias da Páscoa e Memórias dos Santos. O prefácio eucarístico da Páscoa é utilizado, quando não houver prefácio próprio para os domingos e solenidades. Em festas e memórias dos santos, é permitido utilizar o prefácio específico ou o prefácio pascal.

Neste ano, o Tempo da Páscoa inicia-se na noite do dia 04/04 (Vigília Pascal) e encerra-se no dia 24/05 (Pentecostes).

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Sejamos nova Páscoa! Vida nova! Que ressurjamos para a vida em Cristo, longe do pecado e das trevas, pois a Luz de Cristo brilhou para todos nós, com sua Ressurreição!

Feliz Páscoa a todos!

Por Thiago – Cantinho da Liturgia – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

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Vigília Pascal

  •  1ª Leitura – (Gn 1,1– 2,2)
  • Salmo – Salmo 103
  • 2ª Leitura – (Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18)
  • Salmo – Salmo 15
  • 3ª Leitura – (Êx 14,15 – 15,1)
  • Salmo – (Êx 15,1-6.17-18)
  • 4ª Leitura – (Rm 6,3-11)
  • Salmo – Salmo 117
  • Evangelho – (Mc 16,1-7)

1ª Leitura

1No princípio Deus criou o céu e a terra. 2A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

3Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia.

6Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia.

9Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez.10Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom.

11Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia.

14Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, 15e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez.16Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.

20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”.

21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”.23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia.

24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez.

25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.

26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.

27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”.

29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.

31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.

 Salmo

 Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

 — Bendize, ó minha alma, ao Senhor!/ Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!/ De majestade e esplendor vos revestis/ e de luz vos envolveis como num manto.

— A terra vós firmastes em suas bases,/ ficará firme pelos séculos sem fim;/ os mares a cobriam como um manto,/ e as águas envolviam as montanhas.

— Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes/ que passam serpeando entre as montanhas;/ às suas margens vêm morar os passarinhos,/ entre os ramos eles erguem o seu canto.

— De vossa casa as montanhas irrigais,/ com vossos frutos saciais a terra inteira;/ fazeis crescer os verdes pastos para o gado/ e as plantas que são úteis para o homem.

— Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,/ e que sabedoria em todas elas!/ Encheu-se a terra com as vossas criaturas!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

 2ª Leitura

Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.

9aChegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho.

11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!”. 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”.

13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.

15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

Salmo

— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

 — Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,/ meu destino está seguro em vossas mãos!/ Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,/ pois se o tenho a meu lado não vacilo.

— Eis por que meu coração está em festa,/ minha alma rejubila de alegria,/ e até meu corpo no repouso estátranquilo;/ pois não haveis de me deixar entregue à morte,/ nem vosso amigo conhecer a corrupção.

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida;/ junto a vós, felicidade sem limites,/ delícia eterna e alegria ao vosso lado!

3ª Leitura

Naqueles dias: 15O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros”.

19Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás,20inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros.

21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda.

23Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro.

24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós”. 26O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”.

27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas.

28As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição a Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda.

30Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo.15,1Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico.

Salmo

— Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!

 — Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória:/ precipitou no Mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro!/ O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar,/ pois foi ele neste dia para mim libertação!/ Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai, e o honrarei.

— O Senhor é um Deus guerreiro;/ o seu nome é “Onipotente”./ Os soldados e os carros do Faraó jogou no mar;/seus melhores capitães afogou no mar Vermelho,

— Afundaram como pedras e as ondas os cobriram./ Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável!/ Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos!

— Vosso povo levareis e o plantareis em vosso Monte,/ no lugar que preparastes para a vossa habitação,/ no Santuário construído pelas vossas próprias mãos./ O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos!

4ª Leitura

Irmãos: 3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova.

5Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição.

6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado.

8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive.

11Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

 Salmo

— Aleluia! Aleluia! Aleluia!

 — Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ Eterna é a sua misericórdia!/ A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!”

— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou,/ a mão direita do Senhor fez maravilhas!/ não morrerei, mas ao contrário, viverei/ para cantar as grandes obras do Senhor!

— A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ que maravilhas ele fez a nossos olhos!

Evangelho

1Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus. 2E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo.

3E diziam entre si: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?”

4Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada. 5Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado ao lado direito, vestido de branco.

6Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. 7Vede o lugar onde o puseram. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito”.

Missa do Dia

  • 1ª Leitura – (At 10,34a 37-43)
  • Salmo – Salmo 117
  • 2ª Leitura – (Cl 3,1-4)
  • Evangelho – (Jo 20,1-9)

1ª Leitura

Naqueles dias, 34aPedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.

39E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.

40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.

42E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. 43Todos os profetas dão testemunho dele: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.

Salmo

— Aleluia, aleluia, aleluia.

 — Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ ‘Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas, ao contrário, viverei / para cantar as grandes obras do Senhor!

— A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

2ª Leitura

Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

Evangelho

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.

2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.