Mensagem do Pároco › 02/10/2014

Amar ou AMAR : Eis a questão!

Deus despejou na Taça do Amor a poção de todas as magias e destruiu as suas fórmulas. E fez do Amor a única força capaz de renovar e transformar o mundo. Revelando que Ele mesmo em sua essência é Amor, revelou-nos que o Amor está na origem de toda a criação, no caminho e processo de sua evolução até nos mínimos detalhes do seu acabamento em novos céus e nova terra, com a vinda do seu Reino. A mesma lei que governa e dirige a criação é a lei que conduz e anima, habita o coração do homem. Criado à imagem e semelhança do Criador que é Amor, o homem é Amor feito criatura, feito pessoa humana. O Amor é sua essência criada, é seu espírito, é sua alma. Na nova criação realizada em Cristo, o Filho de Deus feito homem, a humanidade se fez filhos e filhas de Deus, portadores de uma centelha divina, o Espírito do Amor de Deus, derramado em nossos corações, gerador de uma nova humanidade.

A obra do Amor resgatada e assumida por Cristo é proposta e oferecida à toda a humanidade para a reconstrução de um mundo novo, onde não mais exista o egoísmo e o pecado, o ódio, a violência e a opressão, a ganância e a miséria, a guerra e o sofrimento, a doença e a morte.

A felicidade na terra e a felicidade nos céus são obras e conquistas realizadas no Amor, opostas ao egoísmo, ao pecado e à morte.

Precisamos dar ao Amor o seu correto e autêntico conceito, o seu verdadeiro sentido e à prática do Amor a sua mais concreta e autêntica expressão, para a revelação do verdadeiro rosto de Deus e rosto do homem. Sem Deus, a fonte do Amor verdadeiro, isto não é possível.

Só em Deus a verdade do Amor é resgatada e restaurada e se impõe diante das falsas imagens de amor que tantos insistem em afirmar pela cegueira de seu próprio egoísmo e de seus interesses manipuladores da verdade e do bem.

No Hino à Caridade (O Amor de Deus atuando em nossos corações), o Apóstolo Paulo nos fala da excelência do verdadeiro Amor: “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse Caridade, seria como o bronze que soa ou como o címbalo que tine. Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que tivesse toda fé a ponto de transportar os montes, se não tivesse a Caridade, eu nada seria. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que eu entregasse o meu corpo às chamas, se eu não tivesse Caridade, isso nada me adiantaria. (…)A Caridade jamais passará. Quanto às profecias, desaparecerão. Quanto às línguas, cessarão. Quanto à ciência, também desaparecerá. Pois nosso conhecimento é limitado, e limitada é a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, o que é limitado desaparecerá. (…)Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face.”(Cfr. 1Cor 13,1-13).

O Amor foi purificado em Jesus Cristo e no viver o Amor como Ele viveu, o divino do Amor é restaurado e ao Amor é dada a força que vence a morte e impõe a vida. É por isso que para os seus seguidores, Jesus confia uma tarefa que os identifica a Ele: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” É seu mandamento deixado aos que o amam, a todos os homens de boa vontade e aos que como Ele tem como programa de vida “Fazer a vontade do Pai”. Quem verdadeiramente ama coloca o centro de sua vida em Deus. A vida plena e a felicidade que todos aspiramos é obra frutificada do Amor que torna obsoletas as profecias apocalípticas dos momentos incertos, a magia opressora do egoísmo dominador, o cientificismo ateu e materialista, o assistencialismo opressor das camadas pobres, o capitalismo escravagista, a religião de autoajuda e de consumo, ópio do povo.
De Teresinha do Menino Jesus, a Doutora da Ciência do Amor, aprendemos um Amor de contemplação, um Amor que abraça o mundo. De um Apóstolo Paulo (o antigo Saulo de Tarso) aprendemos a amar o próximo com a “Ternura de Jesus Cristo”(Cfr. Fl 1,8). Está aqui o segredo dos verdadeiros alquimistas, dos realizadores da idade de ouro, da civilização do Amor.

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