Origem: Brasil

Data: 17 de Outubro de 1717

Comemoração: 12 de Outubro

 

Aparição
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.

Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.

O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem,que foi envolvida em um lenço. Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Esta foi a primeira intercessão atribuída à santa.

Início da devoção
Durante os quinze anos seguintes a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e houveram relatos de milagres por aqueles que oravam diante da santa. A fama de seus poderes foi se espalhando por todas as regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, diziam que viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.

Assim, por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não aprovava o local escolhido, pois considerava mais cômodo para os fiéis uma região próxima ao povoado.

No dia 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Príncipe Regente do Brasil, Dom Pedro I e sua comitiva, visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha), sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.

Coroa de ouro e o manto azul
Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.

Chegada dos missionários redentoristas
Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

Coroação da imagem
A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do núncio apostólico, muitos bispos, o presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o papa concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

Instalação da basílica
No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Emancipação político-administrativa
Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros, emancipou-se politicamente de Guaratinguetá e se tornou um município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, cuja devoção fora responsável pela criação da cidade.

A rainha e padroeira do Brasil
Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI. A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.

Pela Lei nº 6 802, de 30 de junho de 1980, foi decretado oficialmente feriado o dia 12 de outubro, dedicando-se este dia à devoção. Também nesta lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Rosa de Ouro
Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra rosa, em 2007, em decorrência da sua viagem apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção. Em 9 de outubro de 2017, o Papa Francisco concede a terceira rosa em comemoração aos 300 anos da aparição da imagem.

Basílica de Nossa Senhora Aparecida
Houve necessidade de um local maior para os romeiros, e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova. O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura.

Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus, e sagrando solenemente aquele grandioso monumento.

Centenário da coroação
No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.

Aqui você encontra um resumo dos chamados Milagres Históricos.

Caem as correntes
Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos, deixando Zacarias livre.

Cavaleiro e a marca da ferradura
Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo; após o fato, a marca da ferradura ficou cravada na pedra. O cavaleiro, arrependido, pediu perdão e tornou-se devoto.

A menina cega de nascença de Jaboticabal – SP.
Por serem muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal – SP rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referentes a Nossa Senhora Aparecida. O casal desta família tinha uma menina que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente ao que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir até a Igreja. Naqueles tempos, onde tudo ainda era sertão, ficava muito difícil de se chegar até lá. Mas com muita dificuldade, fé e perseverança, mãe e filha da família Vaz de Jaboticabal – SP chegaram às escadarias da Igreja, quando, surpreendentemente, a menina cega de nascença exclamou: “Mãe, como é linda esta Igreja!”. Daquele momento em diante a menina que era cega de nascença passa a enxergar normalmente.

O menino no rio
O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar e a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente, o corpo do menino parou de ser arrastado enquanto a forte correnteza continuava e o pai salvou o menino.

O homem e a onça
Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça foi embora.

 

1. Quem batizou a santa encontrada no rio Paraíba do Sul de Aparecida?
Não houve um “batismo” oficial. “De tanto o povo falar em aparecida daqui, aparecida dali, o termo ganhou inicial maiúscula e virou nome próprio”, explica o jornalista Ricardo Marques, autor de Nossa Senhora Aparecida – 300 Anos de Milagres (Record). A propósito, não foi a cidade que cedeu o nome para a santa, a exemplo do que aconteceu em Fátima, Lourdes ou Guadalupe, e, sim, a santa que, no dia 17 de dezembro de 1928, emprestou seu nome para a cidade.

2. Como ela foi parar no rio?
Há pelo menos duas hipóteses. A mais provável é que, depois de quebrada, algum fiel tenha se desfeito dela – jogando ela no rio – para evitar mau agouro. “Manter defunto de barro dentro de casa era certeza de maldição”, esclarece o jornalista Rodrigo Alvarez, de Aparecida – A Biografia da Santa que Perdeu a Cabeça, Ficou Negra, Foi Roubada, Cobiçada pelos Políticos e Conquistou o Brasil (Globo).

Outra hipótese, menos difundida, sustenta que a escultura, exposta numa capela de Roseira, município vizinho de Aparecida, teria sido arrastada durante uma enchente até o Paraíba do Sul.

3. Quanto tempo a imagem teria permanecido no fundo do Paraíba do Sul?
Difícil saber. Segundo estimativa de Rodrigo Alvarez, “não mais do que cinco anos”. Na opinião do jornalista, a imagem pertencia à capela Nossa Senhora do Rosário, de propriedade do capitão José Correia Leite. Muito devoto, Correia Leite teria inaugurado a capela em 1712, cinco anos antes de a imagem ter sido resgatada pelos pescadores nas águas do rio. Já pelos cálculos do padre José Inácio de Medeiros, superior provincial dos padres redentoristas de São Paulo, a santa não ficou cinco anos no leito do rio, mas 50.

“Se a imagem foi esculpida na segunda metade do século 17 e encontrada no início do século 18, calculo que tenha permanecido entre 50 e 70 anos nas águas do Paraíba do Sul”, analisa.

4. Quem esculpiu a imagem da santa?
Até pouco tempo atrás, a autoria da imagem era desconhecida. Hoje, acredita-se que tenha sido moldada pelo frei carioca Agostinho de Jesus. “Era discípulo do mais respeitado artesão da época, o português Agostinho da Piedade”, elucida a historiadora Tereza Galvão Pasin, autora de Senhora Aparecida – Romeiros e Missionários Redentoristas na História da Padroeira do Brasil (Santuário).

Pelas características da obra, chegou-se a cogitar que a imagem tenha sido esculpida pelo santeiro português. Mas, já no século 20, essa hipótese foi descartada depois de concluírem que Aparecida fora moldada com barro paulista. “A argila usada era proveniente da cidade de Salesópolis, região onde nasce o Paraíba do Sul”, explica Padre José Inácio.

5. Os pescadores que encontraram a imagem da santa eram, na verdade, escravos?
É bem provável. A Câmara de Guaratinguetá tinha prometido uma recompensa para quem conseguisse pescar a maior quantidade possível de peixes. A ideia era oferecer um banquete à comitiva de dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, que estava prestes a assumir o cargo de governador da capitania de São Paulo e das Minas de Ouro. O futuro conde de Assumar passaria pelo vilarejo de Santo Antônio de Guaratinguetá no dia seguinte, 17 de outubro de 1717, a caminho de Minas Gerais.

Muitos barcos, inclusive o de João Alves, Domingos Garcia e Filipe Pedroso, saíram de um porto particular, na fazenda do capitão José Correia Leite, na vila de Pindamonhangaba, vizinha de Guaratinguetá. Dono de terras e muitos escravos, Correia Leite morreu em 1744.

Em seu testamento, deixou alguns escravos para seus herdeiros. Três deles se chamavam João, Domingos e Felipe. Seria coincidência?

“Sabendo que o capitão era o dono do porto de onde os três homens saíram no dia em que encontraram a santinha, não parece absurdo pensar que Felipe, Domingos e João eram escravos e foram pescar por ordens do homem poderoso que queria agradar ao governador”, especula o jornalista Rodrigo Alvarez.

Coincidência ou não, um dos primeiros miraculados da santa foi um escravo, Zacarias, que teria fugido de uma fazenda do Paraná. Ao ser recapturado no Vale do Paraíba, pediu ao feitor para rezar aos pés da santa. Quanto o escravo se ajoelhou, as correntes se partiram, sem explicação.

O padre José Inácio refuta a tese de que os pescadores seriam escravos. “Não há comprovação histórica”, justifica. Ele até admite que, naquela época, pescadores eram tão desvalorizados socialmente quanto escravos, mas garante que João, Domingos e Filipe eram homens livres.

6. De quem é a imagem encontrada no rio?
Para o jornalista Ricardo Marques, não há dúvidas: é de Nossa Senhora da Conceição. Foi dom João 4º que, em 1646, promoveu a Virgem Maria ao posto de padroeira de Portugal. “Por essa razão, é provável que o dono da imagem fosse português”, acrescenta. O reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida, concorda. E explica o motivo: “É Nossa Senhora da Conceição, sim, porque ela está grávida. Não tem o menino no colo porque o traz na barriga”, esclarece o sacerdote redentorista, no cargo desde 2016.

7. A princesa Isabel dizia ter recebido um milagre da santa?
Tudo indica que não. O que se sabe é que Isabel e seu marido, o Conde d’Eu, eram devotos ilustres da santa. Tanto que, vinte anos antes da promulgação da lei Áurea, os dois visitaram a imagem. Casados havia quatro anos, não conseguiam ter filhos. Dezesseis anos depois, o casal regressou à Aparecida. E, dessa vez, levou a prole: Pedro, Luís e Antônio.

Milagre? Não se sabe. Pelo menos não é reconhecido pelo Santuário Nacional de Aparecida como um dos seis milagres históricos. Ainda assim, Isabel presentou a santa com uma coroa de ouro de 24 quilates, cravejada de diamantes.

8. Qual é a cor de Nossa Senhora da Conceição Aparecida? Branca ou negra?
Para alguns, a escultura de barro ganhou seu característico tom escuro por causa do lodo do Paraíba do Sul. “A cor escura foi resultado da ação do tempo e da água do rio”, crava o jornalista Ricardo Marques. Para outros, o que teria enegrecido a imagem foi a fumaça das velas do oratório improvisado na casa de Silvana da Rocha Alves, a mãe de João, um dos pescadores.

“Desde que foi encontrada no Paraíba do Sul, em 17 de outubro de 1717, até o dia em que foi transferida para uma nova capela, em 25 de julho de 1745, a imagem foi submetida à fumaça de candeeiros, velas e tochas por 28 longos anos”, explica a historiadora Tereza Pasin.

9. A imagem exposta no Santuário Nacional de Aparecida é a mesma que fora encontrada no rio?
Há quem diga que não. Que se trata de uma réplica perfeita da imagem original, guardada em algum cofre a sete chaves. O Santuário Nacional de Aparecida, porém, garante que sim. A imagem exposta na Basílica é a mesma que fora encontrada, trezentos anos antes, nas águas turvas do Paraíba do Sul.

Mas, por medidas de segurança, o nicho é protegido por um vidro à prova de balas e está a quatro metros do solo. Com a exceção da visita de papas, a santa só sai de lá uma vez por ano. Quem cuida de sua manutenção é Maria Helena Chartuni, a artista plástica que a restaurou em 1978. Depois de verificar minuciosamente se a escultura precisa de algum reparo, a imagem é devolvida ao nicho pelo reitor do Santuário.

10. A imagem foi encontrada no dia 17 de outubro de 1717. Por que, então, a festa da Padroeira do Brasil é comemorada no dia 12 de outubro?
Segundo o historiador Leandro Karnal, a escolha pelo dia 12 de outubro não foi aleatória. Ele cita outras datas, como o descobrimento da América (12/10/1492), a aclamação de Pedro 1º como imperador do Brasil (12/10/1822) e a inauguração da estátua do Cristo Redentor (12/10/1931), como prováveis fontes de inspiração para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“A data passou a ser uma conexão cívica e religiosa, celebração do catolicismo pátrio, de identidade da fé e do nacionalismo”, observa Karnal, autor de Santos Fortes – Raízes do Sagrado no Brasil (Rocco). Desde 1953, o dia da Padroeira do Brasil é comemorado em 12 de outubro. Antes disso, já fora celebrado no primeiro domingo de maio, no quinto domingo da Páscoa, no dia 7 de setembro (Dia da Independência) e no dia 8 de dezembro (Dia da Imaculada Conceição)

Fonte: Terra (https://www.terra.com.br/)

 

 

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