SÃO JOÃO BOSCO

João Melchior Bosco foi um sacerdote católico italiano, fundador da Pia Sociedade São Francisco de Sales e canonizado em 1934. É popularmente conhecido como Dom Bosco. Foi aclamado pelo Papa João Paulo II como o “Pai e Mestre da Juventude”. Dom Bosco é o padroeiro da capital federal do Brasil, Brasília.

Nascimento: 16 de Agosto de 1815
Morte: 31 de Janeiro de 1888
Beatificação: 1929 pelo Papa Pio XI
Canonização: 1934 pelo Papa Pio XI
Festa Litúrgica: 31 de Janeiro
Padroeiro: Juventude

Nasceu do segundo casamento de Francesco Bosco, tendo por mãe Margarita Occhiena. A família era ainda composta pelo irmão do primeiro casamento do pai, Antônio, e seu irmão mais velho, José. Ficou órfão de pai quando tinha apenas dois anos de idade. Diante da difícil situação econômica porque passava o norte da Itália, sua infância foi marcada pela pobreza da família.

Começou a estudar por volta dos nove anos, aos dezesseis anos passa a frequentar a escola de Castelnuovo D’Asti e aos vinte ingressa no Seminário de Chieri, sendo ordenado sacerdote em 5 de junho de 1841, pelo bispo Luigi Fransoni. Após a ordenação, transfere-se para Turim.

João Bosco foi sacerdote diocesano e educador. Desenvolveu a educação infanto-juvenil e o ensino profissional, sendo um dos criadores do sistema preventivo em educação. Dedicou-se também ao desenvolvimento da imprensa católica. É o fundador da Pia Sociedade de São Francisco de Sales (1859), conhecida por Salesianos, co-fundador da congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, conhecidas por Salesianas e fundador da Associação Internacional dos Cooperadores Salesianos.

No contexto da revolução industrial na Itália, havia grande contingente de jovens sem família nas grandes cidades. Desde 1809, em Milão, a igreja católica mantinha um tipo de obra assistencial para jovens denominada oratório, que se ocupava de lazer, educação e catequese. O primeiro oratório de Turim foi fundado em 1841, pelo padre Giovanni Cochi. Influenciado por essas iniciativas, Bosco funda em 8 de dezembro de 1841 um oratório em Turim, quando atende e ensina o jovem Bartolomeo Garelli na sacristia da Igreja de São Francisco de Assis. Em 8 de dezembro de 1844, esse oratório passa a denominar-se ‘Oratório de São Francisco de Sales e em 1846 passou a ter sua sede numa propriedade de Francisco Pinardi, no bairro turinense de Valdocco.

O cenário político do Piemonte e em toda Itália era de caráter revolucionário, com inúmeros conflitos entre o Estado em formação e a Igreja Católica, durante todo o período do Risorgimento. Seus biógrafos registram sua amizade com políticos como Camilo de Cavour e Humberto Ratazzi, pessoas influentes como a Marquesa Barolo, amizade direta com o Papa Pio IX e com o Papa Leão XIII. Localmente, o Arcebispo de Turim que ordenou São João Bosco, Dom Luigi Fransoni esteve tanto no exílio como preso, tendo recusado os últimos sacramentos ao ministro Santa Rosa e por isso tendo sido repreendido pelo Rei Vítor Emanuel. Seu sucessor, Dom Lorenzo Gastaldi, teve uma longa disputa com São João Bosco, que resultou num processo canônico. A paz entre ambos só se fez mediante decisão de Leão XIII. As relações com políticos italianos e com papas, de forma muito direta, teriam dado a João Bosco uma posição política que parecia, sobretudo ao bispo Gastaldi, ameaçar a ordem hierárquica da Igreja.

Fundação dos Salesianos
Bosco pensava em organizar uma associação religiosa, contudo, o contexto político da unificação da Itália, a disputa pela separação entre Estado e Igreja, não estimulavam a criação de uma ordem religiosa nos moldes tradicionais.
O ministro Umberto Ratazzi lhe sugeriu organizar uma sociedade de cidadãos que se dedicasse às atividades educativas realizadas pelos oratórios em moldes civis. Bosco propõe a Sociedade de São Francisco de Sales, que seria vista como uma associação de cidadãos aos olhos do Estado e como uma associação de religiosos perante a Igreja. Após consultar o Papa Pio IX, Bosco recebeu de seus companheiros padres, seminaristas e leigos a adesão à Sociedade de São Francisco de Sales em 18 de dezembro de1859 e em 14 de março de 1862, os primeiros salesianos fizeram os votos religiosos de castidade, pobreza e obediência. A partir de 1863, além dos oratórios, os salesianos passam a se dedicar também aos colégios e escolas católicas para meninos e jovens. Com a separação entre Estado e igreja, há forte demanda por escolas católicas, fazendo com que esse tipo de instituição se dissemine rapidamente. As regras da Sociedade, chamadas de Constituições, foram aprovadas pela igreja em 1874. Em sua morte, em 1888, a Sociedade contava com 768 membros, com 26 casas fundadas nas Américas e 38 na Europa.

Fundação das Filhas de Maria Auxiliadora
Em 1861, na cidade italiana de Mornese, Maria Domingas Mazzarello convida sua amiga Petronilla para juntas organizarem uma oficina de costura para meninas. Em 1863 a oficina começa a acolher meninas órfãs. O seu trabalho é supervisionado pelo Pe. Domingos Pestarino, que havia se associado aos salesianos. Com o auxílio de Pestarino, Bosco propõe às jovens que se organizem como uma congregação religiosa, com o nome de Filhas de Maria Auxiliadora e em 5 de agosto de 1872 as primeiras salesianas fazem seus votos. Maria Mazzarello foi a primeira superiora da congregação.

Fundação da Associação dos Salesianos Cooperadores
De início, a proposta da Sociedade de São Francisco de Sales incluía padres, irmãos e leigos externos, porém essa forma de organização não foi aprovada pela igreja católica, que queria apenas padres e irmãos, como nas demais congregações. Sendo assim, Bosco propôs a associação leiga dos Salesianos Cooperadores, que foi aprovada em 1876 pelo Papa Pio IX. O objetivo era o mesmo da Sociedade de São Francisco de Sales, a saber: o trabalho educativo e catequético junto aos meninos e aos jovens. Em sua forma de associação, tornou-se uma sociedade mista, com homens e mulheres leigos.

Ó Pai e Mestre da juventude, São João Bosco, que tanto trabalhastes pela salvação das almas, sede nosso guia em buscar o bem da nossa alma e a salvação do próximo. Ajudai-nos a vencer as paixões e o respeito humano. Ensinai-nos a amar a Jesus Sacramentado, a Maria Santíssima Auxiliadora e ao Papa, e obtende-nos de Deus uma santa morte para que possamos, um dia, achar-nos juntos no Céu.
Assim seja!

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Espaço Valdocco

Dom Bosco 1

MENSAGEM DE ABERTURA DO ANO DE CELEBRAÇÃO
DO BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE DOM BOSCO

(Ángel Fernández Artime, sdb, Reitor-Mor)

Há 199 anos, num dia como hoje, vinha ao mundo um menino, João Melchior Bosco, nestas mesmas colinas, filho de humildes agricultores.

Hoje, desejando iniciar o Bicentenário deste fato histórico, damos imensas graças a Deus pelo que fez com sua intervenção na História e, nesta história concreta, aqui nas colinas dos Becchi.

Num dos artigos das Constituições da Congregação Salesiana, declaramos que “Com sentimento de humilde gratidão, cremos que a Sociedade de São Francisco de Sales não nasceu de simples projeto humano, mas por iniciativa de Deus… O Espírito Santo, com a maternal intervenção de Maria, suscitou São João Bosco. Formou nele um coração de pai e mestre, capaz de doação total… (e) a Igreja reconheceu nisso a ação de Deus, sobretudo ao aprovar as Constituições e proclamar santo o Fundador”.

O carisma salesiano é um presente que Deus fez à Igreja e ao Mundo, através de Dom Bosco. Ele foi formado ao longo do tempo, desde os joelhos de Mamãe Margarida até a amizade com bons mestres de vida e, sobretudo, na vida cotidiana com os jovens.

Hoje nos encontramos como Família de Dom Bosco, Família Religiosa Salesiana, acompanhados por muitas autoridades civis e eclesiásticas, amigos de Dom Bosco e jovens, nas mesmas colinas que o viram nascer, para proclamar o início da celebração deste Bicentenário de seu nascimento que terá como ponto de chegada, depois de três anos de preparação e um de celebração, no próximo dia 16 de agosto de 2015 quando se completarão os 200 anos de sua presença na Igreja e no mundo, para o bem dos jovens.

O Bicentenário do nascimento de São João Bosco é um ano jubilar, um ‘ano de Graça’, que queremos viver na Família Salesiana com profundo sentimento de gratidão ao Senhor, com humildade, mas com grande alegria porque foi o mesmo Senhor quem abençoou este belo movimento espiritual apostólico fundado por Dom Bosco sob a guia de Maria Auxiliadora.

É um ano jubilar para os mais de trinta grupos que, juntos, formamos esta grande Família, e para outros muitos que, inspirados em Dom Bosco, em seu carisma, em sua missão e espiritualidade esperam ser reconhecidos nesta Família.

É um ano jubilar para todos os membros do Movimento Salesiano que, de uma maneira ou outra, se referem a Dom Bosco em suas iniciativas, ações, propostas, e caminham compartilhando a espiritualidade e os esforços pelo bem dos jovens, especialmente dos mais necessitados.

Este Bicentenário quer ser, para todos nós, e em todo o mundo salesiano, não tanto um tempo de festejos sem qualquer transcendência, mas uma ocasião preciosa que nos é oferecida para contemplar o passado com gratidão, o presente com confiança, e sonhar o futuro da missão evangelizadora e educativa de nossa Família Salesiana com força e novidade evangélica, com coragem e olhar profético, deixando-nos guiar pelo Espírito que sempre nos aproximará da novidade de Deus.

Cremos que o Bicentenário será uma oportunidade para uma verdadeira renovação espiritual e pastoral em nossa Família, uma ocasião para tornar mais vivo o carisma e fazer com que Dom Bosco seja tão atual como sempre o foi para os jovens. Cremos que será uma oportunidade para viver com renovada convicção e força a Missão confiada, sempre para o bem dos meninos, meninas, adolescentes e jovens de todo mundo, em especial os que mais necessitam, os mais pobres e frágeis.

O Bicentenário será um tempo no qual, como Família Salesiana, seguindo o exemplo de Dom Bosco, continuaremos o nosso caminho para as periferias físicas e humanas da sociedade e dos jovens.

Como Dom Bosco em sua época, o ano do Bicentenário e o caminho posterior que haveremos de percorrer, há de ser para nós, Família Salesiana, um tempo no qual contribuir com aquilo que humildemente faz parte da nossa essência carismática: o nosso empenho em ler as realidades sociais, especialmente juvenis, que hoje nos tocam; o nosso compromisso com opções claras em favor dos jovens excluídos ou em perigo de o serem; a nossa fé e a plena confiança neles, nelas, em cada jovem, em suas possibilidades e capacidades; a nossa certeza na bondade do seu coração, seja qual for a sua história, na oportunidade que têm de serem donos e protagonistas de suas vidas, permanecendo ao seu lado se assim o quiserem, para desenvolver maximamente os seus talentos, a sua vocação plenamente humana e cristã.

Enfim, o Bicentenário também há de ser evocação de muitas mulheres e muitos homens que deram a própria vida de maneira heroica por esse ideal neste projeto apaixonante, nas condições mais difíceis e extremas do mundo e, por isso, são um triunfo, um tesouro inestimável que só Deus pode avaliar.

Com esta convicção que temos, sentimo-nos mais animados não só a admirar a Dom Bosco, não só a perceber a atualidade da sua figura gigantesca, mas a sentir intensamente o compromisso irrenunciável de IMITAÇÃO que, a partir destas colinas, chegou à periferia de Valdocco e à periferia rural de Mornese para envolver consigo e com outras pessoas todos e todas que buscassem o bem da juventude e a sua felicidade neste mundo e na Eternidade.

Desde esta colina dos Becchi declaramos aberto o ano de Celebração do Bicentenário do nascimento de Dom Bosco.

Que, do céu, ele nos abençoe e alcance a graça de tornar realidade estes nossos compromissos e este nosso sonho.

 

FELIZ BICENTENÁRIO A TODOS.

 

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