EPIFANIA do SENHOR JESUS CRISTO

O Dia do Natal é só o começo, a festa natalina continua até 9 de janeiro, com o Batismo de Jesus!

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  • Solenidade, Cor Branca ou Dourada, Gl, Prefácio da Epifania
  • Ofício solene próprio
  • Tempo do Natal
  • 1ª Leitura – (Is 60, 1-6)
  • Responsório – Salmo 71
  • 2ª Leitura – (Ef 3,2-3a.5-6)
  • Evangelho – (Mt 2,1-12)

INTROITO: Eis que veio o Senhor dos senhores; em suas mãos, o poder e a realeza, aleluia! (Ml 3,1; 1Cr 19,12).

Oração: Ó Deus, que hoje revelastes o vosso filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

COMUNHÃO: Vimos a sua estrela no Oriente e viemos com presentes adorar o Senhor, aleluia! (Mt 2,2).

A Solenidade da EPIFANIA do SENHOR será celebrada neste sábado, 07/01, às 18:30 e neste domingo, 08/01, às 7:00 , 8:30 , 10:30 e 19:30, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.

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Epifania é uma palavra de origem grega que designa uma compreensão súbita de algo.

No contexto cristão, a Epifania de Jesus nos lembra o conhecido ‘Dia de Reis’, momento em que os Reis Magos visitam Jesus e o adoram, presenteando Jesus com ouro, incenso e mirra. Esta solenidade é muito mais que a visita sincera de gentios ao prometido messias de Israel.

Antes de explicar o significado da Epifania, tenha em mente que esta solenidade, depois da Páscoa, do Natal, da Ceia do Senhor e da Paixão de Jesus, é a mais importante para a Igreja ocidental. Neste dia, celebramos, novamente, a Luz de Cristo, conforme o próprio Isaías noticia. É comum utilizar a cor dourada, ao invés dos paramentos brancos. Em alguns lugares, como no Natal, o Círio Pascal é mantido aceso, evidenciado a Luz de Cristo nascido. O prefácio Eucarístico da Epifania é próprio e será rezado na próxima semana, durante todos os dias, pois celebramos, nesta última semana de Natal, o prolongamento da Epifania.

Afinal, o que é a Epifania?

Esta festa tem origem na tradição oriental, em que o Natal não é observado. De fato, a Epifania é celebrada muito antes do estabelecimento da solenidade do Natal. Na teologia, a Epifania é a manifestação de Jesus Cristo à humanidade, sem a exclusividade messiânica dos judeus, ou seja, Cristo Nasceu e Manifestou-se para todos os povos.

O próprio São Paulo, em sua carta, deixa isso bem claro.

“Este mistério Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.”

O mistério referido é o mistério Pascal de Jesus Cristo: Encarnação e Nascimento, Manifestação, Paixão e Morte, Ressurreição e Ascensão aos céus. É tudo o que celebramos em cada eucaristia diária. Além disso, Paulo deixa muito clara a importância da manifestação de Cristo para a concretização do mistério pascal e esta manifestação é sua Epifania.

Assim, os cristãos orientais possuíam (e ainda alguns possuem) a Epifania como um dos focos da liturgia, ao lado da Páscoa.

Com o estabelecimento e organização do calendário litúrgico, o Nascimento de Jesus ganhou uma data à altura de sua importância, mas colocada próxima à festa pagã, de modo a suprimir o culto pagão dos antigos romanos e celtas, que celebravam o solstício de inverno (início do inverno no hemisfério norte).

Assim, o pilar do mistério pascal, relativo à Encarnação de Jesus, centralizou-se no Natal e manteve sua liturgia na Epifania, celebrando sua Manifestação ao mundo. A Epifania, de tão importante, possuía, no calendário romano anterior, uma semana de festa, as Oitavas de Epifania, como o Natal e a Páscoa ainda possuem hoje.

Como substrato das oitavas, a igreja celebra, na semana posterior à Epifania, o fim do Tempo do Natal, culminando na Festa do Batismo de Jesus. Nestes dias, a cor litúrgica é o branco e o prefácio eucarístico é da Epifania. Estes dias são conhecidos como férias do Natal (dias em que não celebramos festas, solenidades e não sejam domingos). As antífonas musicais mantém-se sobre o surgimento da Luz de Cristo ao mundo e as leituras discorrem mais sobre a manifestação de Jesus aos homens. Nos Evangelhos, especificamente, veremos os primeiros passos de Jesus, manifestando seu poder aos homens. Cronologicamente, o seu Batismo é o primeiro episódio relatado na Bíblia, após a Epifania. Como as primeiras manifestações de Jesus são também Epifanias, assim como o Batismo, elas são recordadas agora.

O seu batismo é um momento especial, por isso será celebrado no próximo domingo. Aliás, o batismo de Jesus é, teologicamente, sua segunda Epifania, estando ligado à celebração deste fim de semana, quando os Reis adoram o Senhor.

A partir de agora, tenhamos consciência de que, ao participarmos da eucaristia, celebramos a Páscoa do Senhor, mas também celebramos o Natal do Senhor e sua Epifania, todos os dias.

Por Thiago – Cantinho da Liturgia – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora 

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  • Solenidade, Cor Branca ou Dourada, Gl, Prefácio da Epifania
  • Ofício solene próprio
  • Tempo do Natal
  • 1ª Leitura – (Is 60, 1-6)
  • Responsório – Salmo 71
  • 2ª Leitura – (Ef 3,2-3a.5-6)
  • Evangelho – (Mt 2,1-12)

Primeira Leitura

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório

— As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,/ vossa justiça ao descendente da realeza!/ Com justiça ele governe o vosso povo,/ com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Nos seus dias a justiça florirá/ e grande paz, até que a lua perca o brilho!/ De mar a mar estenderá o seu domínio,/ e desde o rio até os confins de toda a terra!

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir/ e oferecer-lhe seus presentes e seus dons;/ e também os reis de Seba e de Sabá/ hão de trazer-lhe oferendas e tributos./ Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,/ e todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica,/ e o pobre ao qual ninguém quer ajudar./ Terá pena do indigente e do infeliz,/ e a vida dos humildes salvará.

Segunda Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3ae como, por revelação, tive conhecimento do mistério.

5Este mistério Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho

R: Aleluia! Aleluia! Aleluia!

V:.Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo +  segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.

4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.

11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.