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Em 16 de agosto, a Família Salesiana celebra seu fundador, Dom Bosco.

Dom Bosco – Patrono da Juventude

São João Bosco, celebrado em 16 de agosto, é o fundador de um amplo movimento em favor da educação e da evangelização da juventude: a Família Salesiana, que hoje conta com 31 grupos e congregações, presentes nos cinco continentes.

Homem à frente do seu tempo, Dom Bosco percebeu ser melhor “prevenir do que reprimir”. Empenhou todas as suas forças em prol das crianças e dos jovens, especialmente os mais carentes, acreditando que eles poderiam ser protagonistas de sua própria história. Também compreendeu de maneira inovadora qual o papel do educador (fosse ele leigo ou religioso) como colaborador fundamental nesse processo. Essas são algumas das razões pelas quais sua história e seus ensinamentos têm muito a dizer aos educadores e à juventude de hoje.

História de Dom Bosco

João Bosco nasceu em Castelnuovo d’Asti, na Itália, em 16 de agosto de 1815. Perdeu o pai muito cedo, e foi educado pela mãe, a camponesa Margarida Occhiena, nos princípios da fé e da caridade. Aos 9 anos, teve seu primeiro sonho profético. Nele, via-se em meio a jovens desordeiros, que se transformavam em feras, e tentava modificar a situação por meio da violência. Nossa Senhora e Jesus apareceram para indicar a ele o verdadeiro caminho: “Não com pancadas, João, mas com mansidão e doçura…”.

Esse sonho foi fundamental para que o jovem João Bosco percebesse que a educação passava pela confiança, pelo amor, pelo carinho; uma ideia que o acompanhou por toda a vida. Ainda criança, João Bosco usava suas habilidades como mágico e malabarista para aproximar os outros garotos da oração e dos princípios evangélicos.

O padre dos meninos

Dom Bosco foi ordenado sacerdote em 1841, e escolheu como lema para sua vida religiosa a frase: Da mihi animas cetera tolle (“Dai-me as almas, ficai com o resto”). Desde o início, dedicou-se aos jovens, especialmente os encarcerados e os que viviam pelas ruas da Turim recém-industrializada de então, ganhando a vida com trabalhos esporádicos ou mesmo com pequenos furtos. Para resolver o problema daqueles garotos, acreditava que era preciso “prevenir e não reprimir”. Iniciou assim a proposta do Oratório, um espaço em que os meninos podiam aprender um ofício, brincar e seguir o caminho do bem por meio da religião.

Também foi inovador em uma pedagogia que colocava o educador como companheiro e incentivador no processo de aprendizagem do educando. Indicava o pátio como o melhor lugar para que os educadores estivessem com os alunos e pedia aos seus professores que tivessem paciência e confiança na juventude, que se fizessem “respeitar mais do que temer”. O sistema preventivo elaborado por Dom Bosco baseava-se – como se baseia até hoje – no tripé: razão, religião e amorevolezza (palavra italiana que pode ser traduzida como “amor educativo”).

 O santo dos jovens

Dom Bosco enfrentou muitas dificuldades, inclusive financeiras. Enfrentou todas elas com a certeza de que Nossa Senhora guiaria seus caminhos. A fé em Maria, com o título de Auxiliadora dos Cristãos, é outro traço fundamental para a Família Salesiana.

Essa Família foi iniciada com a fundação da Sociedade de São Francisco de Sales. Junto com Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou o ramo feminino: o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. E começou também o ramo leigo, formado por homens e mulheres que integram os Salesianos Cooperadores. Atualmente, esse “amplo movimento em favor da juventude” conta com 31 ramos, presentes nos cinco continentes.

Dom Bosco faleceu em 31 de janeiro de 1888, e seu corpo está na Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim, Itália. Foi canonizado em 1º de abril de 1934. No centenário de sua morte, em dia 31 de janeiro de 1888, João Paulo II o declarou Pai e Mestre da juventude.