CEIA do Senhor Jesus Cristo

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A Última Ceia – Leonardo Da Vinci

  • 1ª Leitura – (Êx 12,1-8.11-14)
  • Salmo – Salmo 115
  • 2ª Leitura – (1Cor 11,23-26)
  • Evangelho – (Jo 13,1-15)

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal compreende 3 celebrações do mistério do Ciclo Pascal. São elas: a Missa da Ceia do Senhor, a Solene Ação Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor e a Páscoa do Senhor, a qual conta com duas missas, a Vigília Pascal, o momento mais importante de todo o ano litúrgico e a Missa do Dia da Páscoa.

Estas celebrações estão ligadas cronologicamente, liturgicamente e teologicamente. Contudo não existe um tempo litúrgico no Tríduo Pascal, uma vez que a Vigília Pascal já faz parte do Tempo Pascal. A primeira etapa do Tríduo Pascal é a celebração da Entrega de Jesus Cristo, primeiro na forma material e espiritual da Eucaristia, recordadas na Missa da Ceia do Senhor e, posteriormente, no momento de sua Paixão e Morte, recordada na Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Jesus.

A segunda etapa do Tríduo é a celebração da Páscoa, com destaque para sua Vigília Pascal, já dentro do Tempo Pascal e para a Missa Solene do Domingo de Páscoa, a missa do Dia, como ocorre com a celebração do Natal do Senhor. O início do Tríduo é no final da tarde da Quinta-feira Santa, momento em que se encerra o Tempo da Quaresma. O final do tríduo é no Domingo de Páscoa, com a Missa do Dia da Páscoa, mas já se encontra no Tempo Pascal, a partir da Vigília Pascal.

O momento mais importante é a Páscoa, maior do que a celebração da Ceia e da Paixão, pois é um acontecimento que supera, inclusive, o Natal e a Epifania do Senhor. Concluímos que, tanto a Ceia, quanto a Paixão, nos preparam de modo excepcional para a Páscoa e  encerram o mistério meditado durante a Quaresma.

Ao lado das celebrações maiores, ocorrem outras ações litúrgicas que enriquecem a vivência deste momento solene. São elas: a Adoração Eucarística, celebrada após a Missa da Ceia, a Via Sacra, celebrada na noite da Sexta-feira, a Procissão do Senhor Morto, também na noite da Sexta-feira, com o cortejo fúnebre e a Via Lucis, que percorre o caminho da cruz, mas celebrando a Ressurreição.

CEIA do Senhor

Nesta noite santa, celebramos o mistério da instituição da Eucaristia, que se é confirmado na Paixão do Senhor, durante a Sexta-feira Santa, mas tem sentido apenas pela Ressurreição, ocorrida na Páscoa. A Eucaristia é tudo para a Igreja. Nada existiria sem a presença constante de Cristo Vivo no meio de nós. Jesus Cristo deixa sua presença marcada na celebração da eucaristia, não de modo simbólico, mas de modo real, pois comungamos o seu corpo e seu sangue naquele momento. A CEIA do Senhor é a missa lembrada em TODO o ano litúrgico, exceto na própria Sexta-feira Santa. Até mesmo nos dois momentos mais solenes do ano, a Vigília Pascal e o Natal, sempre recordamos as palavras de Cristo sobre sua presença eucarística:

“Tomai, todos, e comei:
este é o meu Corpo
que será entregue por vós.
Tomai, todos, e bebei:
este é o cálice do meu Sangue,
o Sangue da nova e eterna aliança, 
que será derramado por vós e por todos, 
para remissão dos pecados. 
Fazei isto em memória de Mim”.

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Lava-pés

Apesar de celebramos a Eucaristia, o Evangelho não mostra a partilha do Pão e do Vinho, como nos mostram os evangelistas sinópticos, sobretudo Lucas. Neste excerto, lemos o livro de João, que não narra a partilha do Pão, mas narra a ocorrência da Ceia do Senhor e do grande gesto do Lava-pés. Aqui, vemos a humilhação de Jesus perante seus discípulos, pois o ato de lavar os pés era considerado indigno e humilhante, feito apenas pelos serventes dos mais poderosos. Jesus quebra com este preceito e mostra que a humildade é o caminho de Deus. Aqui se encontra a celebração do Amor e da Caridade, exaltados no antigo hino gregoriano “Ubi caritas et amor, Deus ibi est”, que quer dizer: “Onde houver amor e caridade, Deus estará ali.” Jesus, prestes a ser preso e morto, transmite mais um ensinamento a seus discípulos: “Amai-vos uns aos outros”. Estas palavras não são lidas na liturgia de hoje, mas se encontram dentro do discurso de Jesus durante a sua Última Ceia, também no Evangelho de São João.

Liturgia

A liturgia desta missa tem 2 leituras, um salmo e o Evangelho. A cor litúrgica utilizada é a cor dourada, que representa uma solenização da cor branca, em momentos como a Ceia do Senhor, a Páscoa e o Natal. Durante a Quaresma, omitimos o Hino de Louvor. Neste momento, por ser uma solenidade, o Hino de Louvor é entoado solenemente. O Aleluia ainda não é pronunciado. O rito é como em outras missas do ano litúrgico, com destaque para o momento do Lava-pés, após a homilia e o encerramento da Missa sem a benção final, mas com a Adoração Eucarística. Apesar de uma grande solenidade, a característica dela é de enorme sobriedade, pois a morte de Cristo está a menos de 24 horas para acontecer. Por isto, não há aquela felicidade e característica solene que se tem no Natal, já que isso tudo ocorrerá somente na Vigília Pascal.

Destaques do Repertório Musical – Coro Nossa Senhora Auxiliadora

*Quanto a nós, devemos gloriar-nos [4 vozes, solo] (Ney Brasil)
*Salmo 115 [4 vozes, solo] (José Acácio Santana) 
*Onde o amor e a caridade [4 vozes , uníssono] (adapt. Ney Brasil)
*Comam do Pão [4 vozes , solo] (Taize\Jacques Berthier)

Adoração Eucarística

Após a Missa da Ceia do Senhor, é realizada a Adoração Eucarística, na capela anexa ao colégio Liceu Salesiano. A assembleia sai em procissão até o colégio e inicia a adoração, com uma hora de duração. Na Sexta-feira Santa, prossegue a adoração eucarística, das 7:00 às 15:00. As vigílias são dividas de uma em uma hora.

A Missa Solene da Ceia do Senhor será realizada às 20:00, nesta Quinta-feira Santa, 02/04, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Após a missa, ocorrerá a Procissão do Santíssimo até a capela do Liceu e a Adoração Eucarística.

Desejamos a todos uma abençoada Quinta-feira Santa! Que iniciemos a celebração da Páscoa do Senhor de maneira a nos aproximarmos cada vez mais de seu projeto de amor e fraternidade, para o qual somos chamados!

Por Thiago – Cantinho da Liturgia.

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  • 1ª Leitura – (Êx 12,1-8.11-14)
  • Salmo – Salmo 115
  • 2ª Leitura – (1Cor 11,23-26)
  • Evangelho – (Jo 13,1-15)

1ª leitura

Naqueles dias: 1O Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2”Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa.

4Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro.

5O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito: 6e devereis guardá-lo preso até ao dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde.

7Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerem.8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas.

11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘Passagem’ do Senhor!

12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor.

13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora, quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua.

Salmo

— O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

 — Que poderei retribuir ao Senhor Deus/ por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ Elevo o cálice da minha salvação,/ invocando o nome santo do Senhor.

— É sentida por demais pelo Senhor/ a morte de seus santos, seus amigos./ Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/mas me quebrastes os grilhões da escravidão!

— Por isso oferto um sacrifício de louvor,/ invocando o nome santo do Senhor./ Vou cumprir minhas promessas ao Senhor/ na presença de seu povo reunido.

2ª Leitura

Irmãos: 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”.

25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

Evangelho

1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.

2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.

6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.

8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.

10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.

11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.

12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.

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