A Música Litúrgica: 3ª Reflexão

Reflexão nº 3 – O cântico de entrada (IGMR 47-48)

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“47. Reunido o povo, enquanto entra o sacerdote com o diácono e os ministros, inicia-se o cântico de entrada. A finalidade deste cântico é dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a procissão de entrada do sacerdote e dos ministros.
48. O cântico de entrada é executado alternadamente pelo coro e pelo povo, ou por um cantor alternando com o povo, ou por toda a assembleia em conjunto, ou somente pelo coro. Pode utilizar-se ou a antífona com o respectivo salmo que vem no Gradual romano ou no Gradual simples, ou outro cântico apropriado à ação sagrada ou ao carácter do dia ou do tempo, cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal.
Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona que vem no Missal, ou por todos os fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor; ou então pelo próprio sacerdote, que também pode adaptá-la à maneira de admonição inicial (cf. n. 31)”.

Comentário:
O artigo 47 afirma a finalidade do cântico de entrada:
a) abrir a celebração (é o primeiro elemento da celebração);
b) acompanhar a procissão de entrada dos sacerdotes e dos ministros;
c) fomentar a união de todos os presentes (que estavam antes do cântico fazendo sua oração pessoal e que agora se unem num único coração);
d) introduzir no mistério, segundo o tempo litúrgico ou festa que se celebre.

O artigo 48 fala da execução do cântico de entrada:
a) alternadamente pelo coro e povo (refrão povo e estrofes coro, por exemplo);
b) um cantor alternando com o povo (quando não há um coro presente e sim um cantor);
c) por toda a assembleia em conjunto (sustentada por um cantor ou coro, mas sem alternância);
d) somente pelo coro.

No artigo 48 vemos também de onde deve ser extraído o texto (ou música) do cântico de entrada:
a) a antífona com o respectivo salmo que vem no Graduale Romanum (uma antífona diferente para cada missa. Geralmente a antífona que vem no Missal é a mesma do Graduale Romanum, porém no Missal encontramos somente a antífona “refrão” e não o salmo “estrofes”);
b) a antífona com o respectivo salmo que vem no Gradual Simplex (geralmente antífonas mais simples a serem cantadas durante um tempo litúrgico e não uma antífona para cada missa);
c) outro cântico apropriado à ação sagrada ou ao carácter do dia ou do tempo, cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal (por exemplo os cantos presentes nos Hinários Litúrgicos das Dioceses ou CNBB);

Interessante notar que a antífona de entrada é o próprio cântico de entrada e não um elemento que se canta ou diz após o cântico de entrada! Em grandes celebrações onde são necessários dois cânticos de entrada, podem ser entoados um cântico mais processional para acompanhar uma grande procissão de entrada e enquanto o celebrante incensa o altar canta-se a antífona de entrada (isso é feito atualmente nas grandes missas papais na Basílica Vaticana).

A Arquidiocese de Campinas está publicando os seus hinários litúrgicos levando em consideração os critérios da IGMR. No fascículo III (Tempo Comum A, B, C) encontram-se musicadas TODAS as antífonas de entrada do Tempo Comum do Missal Romano!! Para adquirir, envie um e-mail para cemulc@yahoo.com.br

Questionamento:
Como é escolhido o cântico de entrada em sua comunidade? São levados em conta os critérios acima elencados?

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O texto foi elaborados pelo Prof. Dr Clayton Dias – Coordenador do CEMULC – Arquidiocese de Campinas e regente do Coro da Arquidiocese de Campinas. Foram publicados, originalmente, na página oficial do CEMULC, no facebook.